COP17 debate agravamento global das secas e riscos do El Niño
Conferência na Mongólia discute o aumento de 30% na frequência de secas e estratégias para mitigar impactos socioeconômicos globais.
Pontos principais
- A COP17 ocorre em Ulaanbaatar, na Mongólia, focada em estratégias de prevenção contra a desertificação.
- Dados indicam que a frequência e a duração das secas cresceram 30% desde o ano 2000.
- Projeções da UNCCD sugerem que três em cada quatro pessoas podem ser afetadas pela escassez hídrica até 2050.
- O fenômeno El Niño, com previsão de fortalecimento até outubro de 2026, eleva o risco de insegurança alimentar.
- No Brasil, 157 municípios registraram seca severa em julho de 2026, com impactos graves na Amazônia.
A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, reúne especialistas para enfrentar o agravamento das secas globais. O evento destaca o aumento de 30% na incidência desses eventos desde 2000 e a emergência das chamadas 'secas-relâmpago'. A discussão ganha urgência com a previsão de um El Niño intenso até outubro de 2026, fator que ameaça a segurança alimentar e hídrica mundial. No Brasil, o cenário é crítico, com 157 municípios em situação de seca severa em julho, afetando severamente a Amazônia e comunidades indígenas. Especialistas defendem a transição de medidas reativas para sistemas de alerta precoce e gestão integrada de recursos hídricos, visando mitigar os impactos socioeconômicos que, segundo projeções da UNCCD, podem atingir três quartos da população global até 2050.
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