COP17 debate avanço global das secas e impactos do El Niño
Conferência na Mongólia discute o aumento de 30% na frequência de secas e os riscos de insegurança alimentar causados pelo fenômeno El Niño.
Pontos principais
- A frequência e duração das secas cresceram 30% globalmente desde o ano 2000.
- A COP17 em Ulaanbaatar busca cooperação internacional para mitigação de danos.
- O Cemaden registrou 157 municípios brasileiros em seca severa em julho de 2026.
- Povos tradicionais enfrentam colapso no transporte e na segurança alimentar.
- Um El Niño intenso previsto para o segundo semestre de 2026 eleva riscos globais.
A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, reúne líderes globais para enfrentar o agravamento das secas, que registraram um aumento de 30% em frequência e duração desde o início do século. O evento destaca a vulnerabilidade de regiões anteriormente resilientes e a necessidade urgente de estratégias de mitigação coordenadas. No Brasil, o cenário é crítico, com o Cemaden reportando 157 municípios em situação de seca severa em julho de 2026, afetando diretamente a subsistência de comunidades indígenas e ribeirinhas.
A situação tende a se agravar com a previsão de um fenômeno El Niño intenso entre agosto e outubro de 2026. Especialistas alertam que a combinação de altas temperaturas e escassez hídrica ameaça a segurança alimentar global, exigindo que a cooperação internacional avance para além dos debates, focando em soluções práticas de monitoramento e adaptação climática.
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