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Eleições de meio de mandato nos EUA não devem romper laços com a China

Especialista chinês avalia que a nova composição do Congresso americano não causará rupturas significativas nas relações bilaterais com Pequim.

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Foto: SCMP - China
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03/11 às 23:15, atualizado 04/11 às 04:31

Pontos principais

  • Chen Dongxiao, presidente do Shanghai Institutes for International Studies, descarta choques disruptivos nas relações sino-americanas.
  • O Congresso dos EUA, agora sob controle democrata, deve intensificar pressões sobre temas como Taiwan, inteligência artificial e exportações.
  • A política externa dos EUA permanece sob forte influência do Executivo, limitando o impacto direto das mudanças legislativas na estratégia global.
  • Analistas indicam que democratas devem usar o controle do Legislativo para restringir a agenda doméstica de Donald Trump, mantendo a postura em relação à China.

A vitória democrata nas eleições de meio de mandato, que garantiu ao partido o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, não deve resultar em uma ruptura nas relações entre Washington e Pequim. Segundo Chen Dongxiao, presidente do Shanghai Institutes for International Studies, a mudança na composição do Congresso americano tende a complicar a dinâmica política interna, mas não alterará a estrutura fundamental da diplomacia entre as duas potências.

Em entrevista ao portal The Paper, o especialista destacou que a política externa dos Estados Unidos mantém uma ampla margem de decisão sob o comando do Executivo. Embora o controle democrata no Legislativo deva intensificar o escrutínio sobre temas sensíveis, como o desenvolvimento de inteligência artificial, controles de exportação e a questão de Taiwan, a estratégia geral de Washington em relação à China deve permanecer inalterada. A expectativa é que os democratas utilizem sua nova maioria parlamentar principalmente para limitar a agenda doméstica do presidente Donald Trump, em vez de reverter a política externa vigente.

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