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ANC enfrenta queda histórica de apoio em eleições municipais na África do Sul

Pesquisa Ipsos aponta ANC com 30% das intenções de voto, refletindo insatisfação popular com a gestão de serviços básicos no país.

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Foto: ABC News US World
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03/11 às 21:31, atualizado 04/11 às 03:01

Pontos principais

  • O partido governista ANC registra 30% das intenções de voto, segundo pesquisa Ipsos, ante 47,5% obtidos em 2021.
  • O Democratic Alliance (DA) aparece com 28% das intenções, seguido pelo MK com 12% e EFF com 10%.
  • Eleitores relatam falhas crônicas em serviços essenciais como fornecimento de água, eletricidade e coleta de lixo.
  • Auditorias apontam gestão precária na maioria dos 257 municípios sul-africanos, agravando o descontentamento popular.
  • O cenário eleitoral indica a necessidade de coalizões, uma vez que nenhum partido detém maioria absoluta no plano nacional.

A África do Sul realiza eleições municipais marcadas por uma crise de confiança no African National Congress (ANC), partido que governa o país desde o fim do apartheid. Segundo a pesquisa Ipsos Khayabus 'Pulse of the People', realizada entre 12 de setembro e 13 de outubro de 2026, o ANC atingiu um mínimo histórico de 30% das intenções de voto, uma queda acentuada em relação aos 47,5% registrados no pleito de 2021. O levantamento, que ouviu 3.600 pessoas, coloca o Democratic Alliance (DA) logo atrás, com 28%, seguido pelo partido MK, de Jacob Zuma, com 12%, e pelo EFF, com 10%.

O declínio do apoio ao partido governista é impulsionado pela deterioração da infraestrutura pública em diversas regiões do país. Residentes de áreas como Soweto e Alexandra relatam dificuldades constantes com o abastecimento de água, cortes frequentes de energia e falhas na coleta de lixo. Relatórios da auditoria-geral corroboram o cenário de crise, apontando uma gestão ineficiente na maioria dos 257 municípios sul-africanos. Com o cenário de fragmentação política, a expectativa é que o país entre em um período de coalizões frágeis, já que nenhuma legenda demonstrou força suficiente para governar com maioria absoluta nas urnas.

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