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CBA registra lucro recorde de R$ 616 milhões no terceiro trimestre

A Companhia Brasileira de Alumínio, com sede em São Paulo, teve lucro líquido recorde de R$ 616 milhões no 3T26, dos quais R$ 315 milhões vieram da liquidação antecipada de obrigações de Uso do Bem Público (UBP), líquidos de impostos.

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Foto: Times Brasil
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04/11 às 20:45, atualizado 21:01

Pontos principais

  • Lucro líquido de R$ 616 milhões, ante R$ 132 milhões no 3T25 e R$ 410 milhões no 2T26.
  • Ganho líquido de R$ 315 milhões após impostos na liquidação antecipada de obrigações de Uso do Bem Público (UBP), com desembolso líquido de R$ 262 milhões.
  • Receita líquida consolidada de R$ 2,7 bilhões, alta de 18% em um ano e a maior já registrada em um trimestre.
  • Ebitda ajustado de R$ 565 milhões, alta de 142% sobre o 3T25 e queda de 20% sobre o 2T26, com margem de 21% (10% no 3T25).
  • Preço médio do alumínio na LME de US$ 3.226 por tonelada, alta de 23% em um ano e queda de 9,7% frente ao 2T26; volume vendido de 132 mil toneladas.
  • Dívida líquida de R$ 2,8 bilhões em setembro, recuo de 16% em doze meses; alavancagem de 1,38 vez, ante 1,68 vez no fim do 2T26.
  • A Votorantim S.A., controladora com 68,596% do capital, contratou a venda de sua participação à Chalco e à Rio Tinto por R$ 10,50 por ação, em contrato anunciado em 29 de janeiro de 2026.
  • A conclusão depende de aprovações concorrenciais e regulatórias no Brasil e no exterior; o fechamento transferiria o controle e exigiria oferta pública de aquisição (OPA) das ações dos demais acionistas.

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), com sede em São Paulo, no Brasil, informa que o lucro do terceiro trimestre inclui a renegociação das obrigações de Uso do Bem Público (UBP), feita nos termos da Lei nº 15.235/2025. A operação gerou um benefício econômico de R$ 526 milhões, reconhecido no resultado financeiro, e a liquidação teve desembolso líquido de R$ 262 milhões, com impacto no fluxo de caixa livre. Frente ao 2T26, o lucro bruto recuou 6%, e o resultado financeiro foi o principal fator do crescimento do lucro líquido, segundo a companhia.

A venda do controle segue em andamento. Pelo contrato de compra e venda de ações, a Votorantim S.A. vende sua participação à Aluminum Corporation of China (Chalco) e à Rio Tinto, mas a operação ainda não foi concluída e depende de condições usuais e de aprovações concorrenciais e regulatórias. A companhia diz que comunicará ao mercado eventuais desdobramentos, sem indicar prazo.

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