Brasil projeta expansão de 10% na capacidade de refino até 2036
Plano decenal do governo prevê aumento na capacidade de refino, mas o país deve seguir como importador líquido de derivados de petróleo.
Pontos principais
- Capacidade de refino deve subir de 2,3 milhões para 2,5 milhões de barris por dia até 2036.
- Projetos como a segunda unidade da Refinaria Abreu e Lima e o Complexo Boaventura integram o planejamento.
- Produção nacional de petróleo deve atingir 4,9 milhões de barris por dia ao final do período.
- Demanda por diesel deve crescer 19%, superando o avanço de 13% na produção interna.
- Estudo aponta possíveis gargalos logísticos em oleodutos estratégicos como Opasc, Osbra e Osplan I.
O Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética divulgaram o Caderno de Refino e Infraestrutura de Abastecimento, parte do Plano Decenal de Expansão de Energia 2036. O documento projeta um aumento de 10% na capacidade de refino brasileira, que deve saltar de 2,3 milhões para 2,5 milhões de barris por dia. Entre as iniciativas estratégicas para alcançar essa meta estão a conclusão da segunda unidade da Refinaria Abreu e Lima e a integração do Complexo Boaventura.
Apesar do crescimento na capacidade instalada, o Brasil deve permanecer como importador líquido de derivados, especialmente de diesel, cuja demanda deve superar a produção nacional. O planejamento também destaca a necessidade de atenção à infraestrutura logística, alertando para possíveis limitações de capacidade nos oleodutos Opasc, Osbra e Osplan I até 2036. Enquanto isso, a produção de petróleo bruto deve atingir 4,9 milhões de barris diários, mantendo o país como um grande exportador da commodity.
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