Safra robusta na Argentina deve suprir demanda brasileira de trigo
Com a queda na qualidade do trigo nacional devido ao El Niño, a Bolsa de Comércio de Rosário estima colheita de 23,8 milhões de toneladas na Argentina para 2026/27.
Pontos principais
- A Bolsa de Comércio de Rosário (GEA) estima 23,8 milhões de toneladas para a safra argentina de trigo 2026/27, em sua primeira estimativa, de 21 de outubro.
- A estimativa subiu desde os 21 milhões de toneladas projetados um mês antes, por rendimentos acima do previsto.
- Seria a segunda maior produção dos últimos 17 anos, atrás apenas das 28,5 milhões de toneladas da safra 2025/26.
- O rendimento nacional estimado é de 35,3 quintais por hectare, o terceiro maior desde 2010, sobre 6,95 milhões de hectares semeados.
- O fenômeno El Niño prejudicou a qualidade e o volume da colheita no sul do Brasil, reduzindo a oferta interna.
- Moinhos brasileiros têm recorrido a importações para suprir a escassez de trigo de alta qualidade.
- Analistas projetam que o Brasil pode importar quase 9 milhões de toneladas de trigo nesta temporada.
- A colheita argentina atingiu 6,7% da área nacional, apesar de pequenos atrasos causados por chuvas.
- Para a GEA, o outubro atípico, com frio, menor radiação e chuvas abaixo do esperado, mantém temores sobre o rendimento, cujo efeito ainda não está claro.
A primeira estimativa da Bolsa de Comércio de Rosário (GEA), divulgada em 21 de outubro, aponta 23,8 milhões de toneladas para a safra argentina de trigo 2026/27, com 10,04 milhões só em Buenos Aires. A área semeada é de 6,95 milhões de hectares.
Atualmente, apenas uma pequena parcela da colheita brasileira atinge os padrões de qualidade exigidos pelos moinhos, forçando o setor a buscar matéria-prima no exterior. Com a projeção de que o Brasil importe quase 9 milhões de toneladas nesta temporada, a oferta argentina torna-se estratégica para equilibrar o mercado interno.
As geadas agronômicas de 18 e 19 de outubro não deixaram, até o momento, danos de consideração, segundo a GEA.
