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Ações da Qualcomm caem após previsão de lucro abaixo do esperado

A americana Qualcomm teve receita de US$ 10,32 bilhões no 4º trimestre fiscal, queda de 8%, e projeta lucro ajustado por ação abaixo do esperado para o trimestre seguinte, o que fez as ações recuarem após o fechamento em Nova York.

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Foto: Times Brasil
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04/11 às 19:15, atualizado 19:32

Pontos principais

  • Receita GAAP de US$ 10,32 bilhões, queda de 8%. Pelo critério ajustado, US$ 10,44 bilhões, queda de 7%.
  • Lucro por ação ajustado de US$ 2,17, queda de 28% ante US$ 3,00. Em GAAP, US$ 1,17, ante prejuízo de US$ 2,89 um ano antes.
  • Celulares: US$ 5,14 bilhões, queda de 26%. Automotivo: US$ 1,99 bilhão, alta de 89%. IoT: US$ 1,89 bilhão, alta de 4%. Licenciamento (QTL): US$ 1,30 bilhão, queda de 7%.
  • Para o 1º trimestre fiscal de 2027: receita de US$ 10,4 bilhões a US$ 11,2 bilhões (chips, de US$ 9,0 bilhões a US$ 9,6 bilhões; licenciamento, de US$ 1,3 bilhão a US$ 1,5 bilhão) e lucro ajustado por ação de US$ 2,15 a US$ 2,35.
  • A companhia está elevando preços para repassar a alta de custos de wafers, montagem, testes, embalagem avançada e memória, e espera o efeito completo nas margens dos chips só no segundo semestre do ano fiscal de 2027.
  • Receitas fora de celulares devem crescer mais de 60% no ano fiscal de 2027. A meta de US$ 5 bilhões em receita com data centers foi reiterada.
  • Amazon: colaboração de produtos para data centers de inteligência artificial, sem termos divulgados. SpaceX: acordo para fornecer tecnologia à expansão de redes celulares.

A americana Qualcomm teve receita de US$ 10,32 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2026, encerrado em 27 de setembro, queda de 8% sobre o mesmo período do ano anterior pelo critério GAAP. Pelo critério ajustado, a receita foi de US$ 10,44 bilhões, recuo de 7%. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 2,17, 28% abaixo de US$ 3,00 um ano antes.

A maior queda veio dos celulares, cuja receita recuou 26%, para US$ 5,14 bilhões, com fabricantes de aparelhos elevando preços por causa da alta dos custos de memória. A própria companhia diz que está repassando a alta dos custos de wafers, montagem, testes, embalagem avançada e memória, e que o efeito completo dessas medidas nas margens brutas dos chips (QCT) só deve aparecer no segundo semestre do ano fiscal de 2027. O automotivo subiu 89%, para US$ 1,99 bilhão, e o IoT, 4%, para US$ 1,89 bilhão.

Para o primeiro trimestre fiscal de 2027, a Qualcomm projeta receita entre US$ 10,4 bilhões e US$ 11,2 bilhões e lucro ajustado por ação entre US$ 2,15 e US$ 2,35, projeção que analistas de Wall Street consideraram fraca. Após o fechamento do mercado em Nova York, as ações recuaram mais de 5%.

O CEO Cristiano Amon afirma que as receitas fora de celulares devem crescer mais de 60% no ano fiscal de 2027 e reitera a meta de US$ 5 bilhões em receita com data centers. A companhia anunciou ainda uma colaboração de produtos com a Amazon para data centers de inteligência artificial, sem termos divulgados, e um acordo para fornecer tecnologia à expansão da rede celular da SpaceX. Também renovou acordos de licenciamento de longo prazo com Apple, Huawei e Transsion.

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