Startup Vitroscope capta US$ 7 milhões para pesquisa de medicamentos
A biotecnológica norueguesa Vitroscope captou US$ 7 milhões, sendo US$ 5 milhões em seed, para ampliar a comercialização de plataformas que mantêm tecidos humanos vivos em pesquisa de medicamentos.
Pontos principais
- A rodada somou US$ 7 milhões: US$ 5 milhões em seed e US$ 2 milhões em financiamento não diluível do Research Council of Norway.
- O seed foi co-liderado pela Cerberus Ventures e pela YZR Capital, com a Arcas Ventures, a Golden Egg Check, a Devico Invest e investidores-anjo; a empresa diz ter captado US$ 8,8 milhões no total.
- O vitro.alive, plataforma de bancada, controla oxigênio, pH e temperatura em tempo real e roda seis experimentos paralelos independentes em microscópios invertidos padrão.
- O vitro.scale, ainda em desenvolvimento, terá 96 experimentos paralelos; os testes com clientes começam em 2027 e o lançamento está previsto para 2028.
- A empresa diz ter patentes internacionais sobre a tecnologia central, sem informar números nem jurisdições.
A Vitroscope, sediada em Trondheim, na Noruega, anunciou a captação para ampliar suas plataformas de perfusão automatizada. Segundo a empresa, placas estáticas de poços não reproduzem o fluxo e o oxigênio que esses modelos exigem; a plataforma mantém fluxo controlado através do tecido vivo, permitindo experimentos mais longos e mais dados para a descoberta de medicamentos.
O vitro.alive, que os recursos vão comercializar, já foi usado com organoides cerebrais vascularizados mantidos em perfusão por sete dias, em trabalho com a Instant Bio. Em outro estudo, células hepáticas humanas formaram tecido organizado na plataforma, o que não ocorreu em placas convencionais. A empresa não informa publicações nem tamanhos de amostra para esses estudos.
