Setor de chocolate busca escala para o cacau regenerativo no Brasil
Empresas e produtores adotam técnicas regenerativas e novos modelos de remuneração para expandir a produção sustentável de cacau no país.
Pontos principais
- O modelo cabruca na Bahia é utilizado como estratégia para conciliar a produção de cacau com a preservação da Mata Atlântica.
- A Nestlé investe em assistência técnica e produtividade por meio do programa Nestlé Cocoa Plan.
- A Dengo implementa o projeto Créditos para a Terra para remunerar produtores pela conservação florestal.
- A produção global de cacau na safra 2025/2026 atingiu 4,7 milhões de toneladas, enfrentando desafios de oferta na África.
- Produtores como o Sítio Agroecológico Tolú, no Pará, buscam verticalizar a produção com o processamento de chocolate orgânico.
O setor de chocolate no Brasil tem buscado alternativas para escalar o cultivo de cacau regenerativo, visando atender à crescente demanda global enquanto preserva biomas como a Mata Atlântica. O modelo tradicional de cabruca, predominante no sul da Bahia, destaca-se como uma solução viável para manter a floresta em pé. Paralelamente, empresas como a Nestlé focam no aumento da produtividade de seus fornecedores através de assistência técnica especializada, enquanto marcas como a Dengo exploram mecanismos de remuneração por serviços ambientais, como o projeto Créditos para a Terra.
A estratégia de expansão também envolve a verticalização da produção, exemplificada por propriedades como o Sítio Agroecológico Tolú, que processa seu próprio cacau orgânico. Essas iniciativas ganham relevância em um cenário de instabilidade na oferta global, marcada por desafios produtivos em Gana e na Costa do Marfim. Com uma safra mundial de 4,7 milhões de toneladas em 2025/2026, o Brasil se posiciona como um player estratégico ao integrar sustentabilidade e eficiência econômica na cadeia do cacau.
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