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Putin decreta reserva de 10% da capacidade de data centers privados na Rússia

Decreto de Putin obriga data centers não estatais na Rússia a reservar 10% de sua capacidade para recursos de informação russos, a serem liberados em até 24 horas por decisão de uma subcomissão do governo.

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Foto: datacenterdynamics
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03/11 às 13:45, atualizado 14:02

Pontos principais

  • Data centers não estatais na Rússia devem reservar 10% de suas áreas e capacidades existentes em até 10 dias após a entrada em vigor do decreto.
  • A capacidade reservada continua em uso pelos próprios data centers e deve ser disponibilizada em até 24 horas após decisão de uma subcomissão do governo.
  • O preço cobrado por esse serviço não pode passar do teto fixado pela subcomissão.
  • Órgãos, empresas e instituições estatais e municipais ficam fora da reserva.
  • Putin justifica o decreto como resposta a ações não amigáveis de alguns Estados estrangeiros e diz que ele visa manter em funcionamento recursos de informação de cidadãos e empresas russos.
  • O uso temporário de capacidade fora da Rússia, para o mesmo fim, depende de decisão da subcomissão acordada com o Serviço Federal de Segurança (FSB).
  • O Ministério do Desenvolvimento Digital deve levantar as áreas livres desses data centers e fixar requisitos obrigatórios de confiabilidade para os titulares de recursos de informação.

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou em 2 de novembro o Decreto nº 802, que obriga os donos de data centers não estatais na Rússia a reservar 10% de suas áreas e capacidades. A parcela segue em uso pelos próprios data centers, mas deve ser liberada em até 24 horas quando uma subcomissão do governo decidir, com preço limitado ao teto que ela fixar. A medida vem em meio a ataques de drones ucranianos que atingiram data centers da Yandex, da Sberbank e da VK.

Putin justifica o decreto como resposta a ações não amigáveis de alguns Estados estrangeiros. O uso temporário de capacidade fora da Rússia, para o mesmo fim, depende de decisão da subcomissão acordada com o Serviço Federal de Segurança (FSB). Paralelamente, o setor busca alternativas de proteção, com negociações para a construção de data centers subterrâneos no país.

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