Etanol nas usinas de São Paulo sobe 38% em três meses
No Brasil, o etanol hidratado acumula alta de 37,5% nas usinas paulistas desde agosto, devido ao atraso na moagem da cana-de-açúcar causado por chuvas excessivas.
Pontos principais
- O Cepea/Esalq registra R$ 2,8135 por litro em São Paulo na semana de 26 a 30 de outubro, sem frete e sem ICMS, alta de 2,68% sobre a semana anterior.
- Na série semanal do Cepea, o litro subiu de R$ 2,0457 na semana de 3 a 7 de agosto para R$ 2,8135, alta de 37,5%.
- O atraso na colheita é atribuído ao excesso de chuvas e aos efeitos do fenômeno El Niño.
- Nos postos de combustíveis paulistas, o repasse ao consumidor foi de 8,6% no mesmo período.
- Usinas buscam estender o período de moagem até 20 de dezembro para mitigar a escassez.
- Apesar da alta, o etanol segue competitivo, custando 62% do valor da gasolina.
No Brasil, o preço do etanol hidratado nas usinas de São Paulo subiu nos últimos três meses, revertendo a queda observada entre abril e julho. O movimento de alta é impulsionado principalmente pelo atraso na moagem da cana-de-açúcar, provocado pelo excesso de chuvas e pelo fenômeno El Niño. No Mato Grosso, a alta acumulada superou 21%. Para tentar normalizar a oferta, as usinas planejam prolongar o período de moagem até o dia 20 de dezembro, caso as condições climáticas permitam.
Segundo o Cepea, o PIS/Pasep e a Cofins sobre o etanol hidratado estão zerados desde 10 de setembro pelo Decreto nº 13.116, com vigência até 9 de novembro. Nas bombas, o impacto ao consumidor final tem sido mais contido, com alta de 8,6% nos postos de São Paulo, onde o preço médio atingiu R$ 3,92. Mesmo com o encarecimento, o biocombustível mantém vantagem frente à gasolina, sendo vendido a 62% do valor do combustível fóssil, abaixo do ponto de equilíbrio histórico de 70%.
