Soja reage no fim de outubro com alta do dólar, mas fecha mês em queda
Após recuos ao longo de outubro, os preços da soja no Brasil subiram na última semana do mês, impulsionados pela valorização do dólar frente ao real.
Pontos principais
- No fechamento de 30/10, o indicador Cepea/Esalq marcou R$ 152,22 por saca no Paraná e R$ 158,88 em Paranaguá, altas de 3,77% e 4,25% sobre 23/10.
- Apesar da recuperação recente, os preços encerraram o mês com quedas de 1,74% no Paraná e 1,66% em Paranaguá.
- Em dólar, o indicador do Paraná caiu de US$ 29,38 para US$ 27,92 entre 23 e 30 de outubro.
- Segundo o Cepea, a valorização do dólar aumentou a competitividade da soja brasileira e estimulou a liquidez no mercado interno.
- Contratos futuros de janeiro na Bolsa de Chicago acumularam queda de 6,05% em outubro, pressionados pela perspectiva de safra recorde nos EUA.
- Segundo a Safras & Mercado, o plantio da safra 2026/27 no Brasil atingiu 42,3% da área prevista até 23 de outubro, acima da média histórica de 41%.
- Dúvidas sobre custos de frete e a reforma tributária mantêm produtores e compradores em cautela, segundo o Cepea.
O mercado brasileiro de soja encerrou outubro com recuperação dos preços na última semana do mês, impulsionada pela valorização do dólar frente ao real. Pelo indicador Cepea/Esalq, o preço no Paraná fechou o dia 30 em R$ 152,22 por saca de 60 kg, e em Paranaguá em R$ 158,88, altas de 3,77% e 4,25% sobre o fechamento de 23 de outubro. Para Paranaguá, o Cepea considerou todas as ofertas no cálculo do indicador entre 26 e 30 de outubro.
Ainda assim, o mês terminou com quedas de 1,74% no Paraná e 1,66% em Paranaguá. Convertido em dólar pelo próprio indicador, o preço no Paraná recuou de US$ 29,38 para US$ 27,92 no mesmo intervalo.
Fatores externos e internos também pesaram. Os contratos de janeiro na Bolsa de Chicago recuaram 6,05% em outubro, pressionados pela perspectiva de safra recorde nos Estados Unidos. No Brasil, a Safras & Mercado registra que o plantio da safra 2026/27 atingiu 42,3% da área prevista até o dia 23, acima da média histórica de 41%. Segundo o Cepea, dúvidas sobre os custos de frete e a reforma tributária mantêm a cautela de produtores e compradores.
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