Observatório espacial Swift da Nasa reentra na atmosfera na quarta-feira (4)
O Swift, de cerca de 1.450 kg, deve reentrar na atmosfera de forma descontrolada na quarta-feira (4), e a Nasa estima em cerca de 1 em 2.100 o risco de dano a qualquer pessoa na Terra.
Pontos principais
- O satélite, de cerca de 1.450 kg, foi lançado em 20 de novembro de 2004 para estudar explosões de raios gama.
- A missão de resgate robótico LINK, lançada em julho de 2026, fracassou por problemas no sistema de controle da espaçonave, segundo o administrador da Nasa, Jared Isaacman.
- A Força Espacial dos EUA estima a reentrada por volta das 3h30 do horário do leste, em 4 de novembro, com margem de incerteza de 11 horas.
- A Nasa diz que os fragmentos que sobreviverem devem cair numa faixa entre 20,6° de latitude sul e 20,6° de latitude norte, sem apontar locais específicos.
- A maior parte deve queimar, mas alguns componentes devem sobreviver, entre eles seis rodas de reação pesadas, segundo Brad Cenko, cientista-chefe da Nasa para a missão, à Associated Press.
O observatório espacial Neil Gehrels Swift, lançado pela Nasa em 2004, deve reentrar na atmosfera terrestre na quarta-feira (4). A reentrada será descontrolada: o observatório perdeu a capacidade de manobrar e de observar. Segundo a agência espacial norte-americana, a região atingida pode variar conforme o hemisfério e o momento exato da reentrada, e a trajetória cobre partes da África, Austrália, Sudeste Asiático e América do Sul.
A Nasa e a Força Espacial seguem acompanhando a descida e vão revisar as previsões quando necessário. Em mais de duas décadas, o Swift estudou explosões de raios gama, supernovas e a destruição de estrelas por buracos negros, e deixou um arquivo de observações em várias faixas de comprimento de onda, segundo o diretor da Divisão de Astrofísica da Nasa, Shawn Domagal-Goldman.
