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Reino Unido alerta para ataques de IA contra infraestrutura até 2028

O NCSC projeta que malwares impulsionados por inteligência artificial serão usados rotineiramente contra infraestruturas críticas britânicas até 2028.

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Foto: The Guardian
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02/11 às 21:30, atualizado 22:31

Pontos principais

  • O National Cyber Security Centre (NCSC) avalia como altamente provável o uso de IA em ataques de ransomware contra infraestruturas críticas.
  • China e Rússia são apontadas como os principais atores estatais capazes de utilizar IA cibernética para atingir objetivos geopolíticos.
  • A IA será empregada principalmente para escalar e acelerar táticas existentes, como o desenvolvimento de malwares mais sofisticados.
  • Setores como energia, transporte, saúde e finanças são considerados as áreas de maior risco para a segurança nacional britânica.
  • O GCHQ reforçou a necessidade urgente de organizações adotarem medidas básicas de cibersegurança para mitigar vulnerabilidades.

O National Cyber Security Centre (NCSC), órgão vinculado ao GCHQ, divulgou uma avaliação de risco indicando que é altamente provável que malwares impulsionados por inteligência artificial sejam utilizados em ataques contra a infraestrutura nacional crítica do Reino Unido até 2028. Segundo o relatório, a tecnologia permitirá que atores estatais, com destaque para China e Rússia, explorem vulnerabilidades em escala massiva, aumentando a velocidade e a sofisticação de investidas contra setores vitais como energia, transporte, saúde e finanças.

Richard Horne, chefe do NCSC, destacou que a inteligência artificial será utilizada primordialmente para aprimorar táticas já consolidadas, como o ransomware, em vez de apenas descobrir novas falhas de segurança. Diante do cenário de ameaças, a diretora do GCHQ, Anne Keast-Butler, enfatizou que as organizações britânicas devem implementar medidas básicas de cibersegurança imediatamente para proteger sistemas essenciais. Atualmente, a atividade cibernética associada à China é classificada pelas autoridades britânicas como o desafio mais complexo e sofisticado enfrentado pelo país no ambiente digital.

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