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Chuvas comprometem trigo paulista; safra catarinense cai 36%

Segundo a Conab, as chuvas de setembro comprometem o trigo paulista, e a Epagri/Cepa vê a queda da safra catarinense vir sobretudo da área plantada.

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Foto: Canal Rural
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03/11 às 11:45, atualizado 20:32

Pontos principais

  • Segundo Ruy Zanardi, presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, a safra paulista não deve chegar a 20% das 350 mil toneladas previstas.
  • A Conab registra colheita de 55% da área paulista e diz que, para muitos produtores, parte do trigo já colhido não atingiu o tipo para comercialização.
  • A Câmara Setorial estima que apenas 10% a 15% do volume colhido em São Paulo chegue ao Tipo 1.
  • A Conab projeta 5.734,9 mil toneladas de trigo na safra 2026/27, queda de 27,2%, com área 21,1% menor.
  • A Epagri/Cepa estima 243.423 toneladas em Santa Catarina, queda de 36%: a área plantada recuou 34,6% e a produtividade, 2,8%.
  • A Conab diz que, com a maturação, as chuvas passam a ameaçar o peso hectolítrico e a qualidade dos grãos catarinenses.
  • Em Chapecó e Xanxerê, que respondem por 38% da produção catarinense, a Epagri/Cepa registra acamamento de plantas em muitas lavouras, causado por chuva com ventos fortes.

No Brasil, a Conab descreve o trigo paulista como “extremamente comprometido pelas chuvas”. Em setembro, o levantamento registra volumes acima de 150 mm no centro-sul de São Paulo e diz que o excesso pode ter afetado a qualidade do grão em maturação e colheita. O trigo que ainda está no campo aguarda melhores condições climáticas para a colheita. O Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo) defende fortalecer a relação entre produtores e a indústria moageira para preservar o mercado paulista.

Em Santa Catarina, a queda vem mais da área que da produtividade. Nas áreas já colhidas, a produtividade variou de 2.220 a 3.300 kg/ha. No quadro nacional, a Epagri/Cepa atribui a retração da área a previsões de clima adverso e ao desestímulo inicial dos produtores. Em Curitibanos, Concórdia e Joaçaba, as lavouras estão no limite de tolerância ao excesso hídrico, mas o controle fitossanitário evitou danos maiores, e a expectativa segue boa, segundo a Epagri/Cepa.

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