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Startup Trajectory capta US$ 45 milhões em rodada Série A

A Trajectory levantou US$ 45 milhões em Série A liderada pela Sequoia, com avaliação de US$ 300 milhões, e lança plataforma para que empresas pós-treinem modelos de IA sobre dados de produção.

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Foto: TechCrunch
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02/11 às 20:45, atualizado 21:45

Pontos principais

  • A Sequoia liderou a rodada, com participação da NVIDIA, da Bessemer Venture Partners e da Bain Capital Ventures.
  • A Trajectory afirma ser a primeira plataforma self-serve para pós-treinamento sobre dados de produção: o cliente conecta tarefas e um critério para pontuá-las, e treina, avalia e implanta o próprio modelo num só lugar, sem gerenciar infraestrutura.
  • Continual Grading e Group Size 1 estão em research preview. O primeiro aprende com alguns exemplos do julgamento do cliente e aplica esse padrão a toda a produção; o segundo treina sobre interações reais depois que o modelo vai ao ar.
  • Com a NVIDIA e a Harvey, a empresa pós-treinou o Nemotron 3 Ultra em tarefas jurídicas de ponta em até 24 horas do lançamento do modelo.
  • No benchmark LAB, da Harvey, um Nemotron Lightning foi de 0% para 8,3% de aprovação total; segundo a empresa, o resultado iguala o do Opus 5.5 com custo 100 vezes menor e velocidade 3,8 vezes maior.
  • Segundo a empresa, um cliente treinou mais de oito modelos para tarefas agênticas de longo horizonte em duas semanas.
  • Entre os clientes estão Harvey, Rogo, Mercor, NVIDIA e Decagon.
  • A plataforma é voltada a especialistas sem formação técnica avançada, que ajustam modelos de código aberto com feedback contínuo.

A Trajectory foi fundada há cerca de um ano por três colegas de Stanford com passagens pelo Google DeepMind e pela Apple, e tem 18 funcionários. A tese da empresa é que as companhias costumam recorrer a equipes internas de pesquisa ou a consultores caros, os chamados forward-deployed engineers, para ajustar modelos a tarefas especializadas. A startup quer automatizar esse trabalho, para que o modelo aprenda com o feedback de quem o usa e melhore com o tempo.

Segundo o cofundador Ronak Malde, quem usa a plataforma decide o que é um bom resultado para a sua organização e transforma esse critério em melhorias no modelo. Outro cofundador, Michael Elabd, sustenta que manter humanos no processo de treinamento torna a abordagem mais segura do que a autoevolução autônoma de sistemas de IA, que pode levar a resultados indesejados ou até perigosos. A Trajectory considera a Thinking Machines Lab, de Mira Murati, uma concorrente direta.

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