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Startup israelense 42AI capta US$ 62,5 milhões para prever decisões

A startup israelense 42AI saiu do modo furtivo com US$ 62,5 milhões em seed e diz que seu modelo, que estima decisões individuais, já atende 10 grandes corretoras.

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Foto: TechCrunch
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02/11 às 13:45, atualizado 14:15

Pontos principais

  • Os sinais usados incluem sentimento e voz em ligações de suporte, cadastro (KYC), transferências e negociações de ações.
  • O modelo foi treinado com estudos psicológicos de milhares de pessoas e com dados governamentais e de biobancos de mais de 2 milhões de pessoas.
  • A base de clientes já cobre quase 30 milhões de pessoas; Gal-Or diz que o modelo não sabe quem cada uma delas é.
  • A TechCrunch avalia que, mesmo assim, a empresa ainda monta perfis comportamentais individuais a partir da atividade vinculada de clientes.
  • O F1 do modelo fica entre 0,80 e 0,85 para prever direção e volume de negociação, segundo Gal-Or.
  • A receita é na casa dos sete dígitos, sem valor divulgado; uma corretora teria ganho cerca de US$ 30 milhões com hedge dinâmico, segundo Gal-Or.
  • Ezra diz que a precisão cai quando falta contexto, como um conselho de um amigo ou colega, e que cada novo setor exige treinar o modelo com regras próprias.

A startup israelense 42AI saiu do modo furtivo com US$ 62,5 milhões em seed, captados ao longo de três anos com os fundadores e o Infinity Group.

Segundo o CEO Amit Gal-Or, o aporte não veio integralmente de investidores externos; o Infinity foi fundado pelo pai dele, Amir Gal-Or, que também é presidente e cofundador da empresa. A 42AI chama a tecnologia de modelo de mundo comportamental e diz que ela estima a probabilidade de uma pessoa tomar determinada decisão, inclusive em situações novas.

A empresa diz ter 98% de acerto em previsões de negociação, mas Gal-Or esclarece que a métrica mede se o fluxo de operações fica dentro de uma faixa prevista, e não se cada operação foi antecipada. Segundo a 42AI, o modelo já roda em 10 grandes corretoras, e a empresa planeja expandir para prevenção de fraudes, cibersegurança e jogos. O CTO Ehud Ezra admite que o uso das previsões por corretoras contra os próprios clientes é uma preocupação válida; os fundadores citam regulação, monitoramento e um comitê de ética interno, sem explicar o que impediria esse uso.

Fonte primária

TechCrunch (apuração exclusiva)

42AI comes out of stealth with $62.5M and a world model that can 'predict human behavior'

A israelense 42AI sai do modo stealth com US$ 62,5 milhões em seed e descreve um “modelo de mundo comportamental” que estima a probabilidade de uma pessoa tomar determinada decisão, inclusive em situações novas. Hoje o modelo roda em corretoras financeiras: a empresa diz atender 10 grandes corretoras, usadas para gestão de liquidez, margem e hedge, com receita de “sete dígitos” que o CEO Amit Gal-Or não quantificou. O modelo foi treinado com estudos psicológicos de milhares de pessoas e com dados governamentais e de biobancos de mais de 2 milhões de pessoas; os dados de clientes cobririam quase 30 milhões. Gal-Or afirma que “o comportamento não é determinístico; é constantemente probabilístico”. A empresa diz ter 98% de acerto em previsões de trades, mas o próprio Gal-Or esclarece que a métrica mede se o fluxo de negociações cai dentro de uma faixa prevista, não se cada operação foi prevista; citou ainda F1 de 0,80 a 0,85 para direção e volume. Os US$ 62,5 milhões vieram de fundadores e do Infinity Group ao longo de três anos e não foram captados integralmente de investidores externos; o Infinity foi fundado por Amir Gal-Or, presidente e cofundador da empresa. A empresa planeja captar mais. O CTO Ehud Ezra reconhece como “uma preocupação válida” que corretoras usem as previsões contra os próprios clientes; os fundadores citam regulação, monitoramento e um comitê de ética interno, sem explicar o que impediria esse uso. Os números são divulgados pela própria empresa.

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