Partido Republicano gasta milhões para salvar senadores em estados-chave
Legenda investe US$ 56,4 milhões em campanhas de última hora para defender senadores acusados de arrogância e falta de empenho eleitoral.
Pontos principais
- O Partido Republicano destinou US$ 56,4 milhões para resgatar candidaturas no Kansas, Carolina do Sul e Mississippi.
- Os senadores Roger Marshall, Darline Graham e Cindy Hyde-Smith são criticados por falhas na arrecadação e baixa atividade de campanha.
- Tim Scott, presidente do comitê senatorial, alertou em fevereiro de 2025 que o partido não deveria gastar recursos em redutos conservadores.
- A cúpula republicana planeja revisar a estratégia para lidar com titulares considerados complacentes nas próximas eleições de 2028.
O Partido Republicano enfrenta uma crise interna após ser forçado a investir US$ 56,4 milhões em campanhas de última hora para proteger três senadores em estados tradicionalmente conservadores. O montante, que inclui US$ 33 milhões no Kansas, US$ 21 milhões na Carolina do Sul e US$ 2,4 milhões no Mississippi, gerou frustração na liderança da legenda. O presidente do National Republican Senatorial Committee, Tim Scott, havia advertido em fevereiro de 2025 que o partido deveria evitar gastos em corridas que, teoricamente, não seriam competitivas.
Os senadores Roger Marshall, Darline Graham e Cindy Hyde-Smith são alvo de críticas por suposta arrogância e falta de empenho em suas reeleições. Entre as falhas apontadas estão a arrecadação insuficiente de fundos, relações tensas com doadores e a realização de poucos eventos públicos. Diante do cenário, a cúpula republicana já sinalizou que pretende reformular sua estratégia para lidar com titulares complacentes nas eleições de 2028, visando evitar novos desperdícios de recursos em redutos seguros.
