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FBI atribui roubo de US$ 6,3 bilhões da Binance a hackers norte-coreanos

O FBI identificou o grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, como autor do maior ataque cibernético da história, totalizando US$ 6,3 bilhões em ativos roubados da Binance.

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Foto: SCMP - Asia
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31/10 às 21:15, atualizado 01/11 às 01:15

Pontos principais

  • O FBI confirmou que hackers da Coreia do Norte roubaram mais de US$ 6,3 bilhões em ativos virtuais da Binance em 29 de outubro de 2026.
  • O montante subtraído equivale a aproximadamente R$ 32,52 bilhões, consolidando o evento como o maior ataque cibernético da história das criptomoedas.
  • A operação foi atribuída ao grupo TraderTraitor, que também é investigado pelo hack de US$ 1,5 bilhão da corretora Bybit.
  • A Binance informou que já cobriu 90% das perdas e trabalha para recomprar os tokens restantes, garantindo que usuários não sofrerão prejuízos.
  • Autoridades americanas, incluindo o FBI, o USSS e o IRS-CI, solicitaram que empresas de blockchain bloqueiem transações ligadas aos invasores.
  • O grupo hacker tem convertido os ativos roubados principalmente em Ethereum para posterior lavagem via serviços de DeFi e swaps instantâneos.

O FBI, em conjunto com o Serviço Secreto dos EUA (USSS) e o IRS-CI, atribuiu formalmente à Coreia do Norte a responsabilidade pelo roubo de mais de US$ 6,3 bilhões em ativos virtuais da Binance, ocorrido por volta de 29 de outubro de 2026. A agência identificou o grupo hacker TraderTraitor como o executor da invasão, caracterizando o episódio como o maior ataque cibernético já registrado no setor de criptomoedas, com um impacto financeiro estimado em cerca de R$ 32,52 bilhões. Segundo as autoridades, os criminosos têm convertido os fundos subtraídos majoritariamente em Ethereum, com o objetivo de lavar os valores por meio de protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) e serviços de swap instantâneo.

Em resposta ao incidente, a Binance comunicou que já conseguiu repor 90% do montante total perdido, assegurando que os usuários da plataforma não sofrerão impactos financeiros diretos. O co-CEO da corretora, Richard Teng, afirmou que a empresa está empenhada em recuperar os 10% restantes, embora o processo possa ser mais lento devido à menor liquidez desses ativos específicos. Enquanto a plataforma se prepara para retomar as retiradas, o FBI emitiu um alerta global para que operadoras de nós, exchanges e empresas de análise de blockchain monitorem e bloqueiem qualquer transação vinculada aos atores do grupo TraderTraitor.

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