Calor extremo causa prejuízo de US$ 1,07 trilhão à economia global
Relatório aponta que altas temperaturas reduziram a produtividade mundial em 2025, afetando principalmente os setores de agricultura e construção.
Pontos principais
- Prejuízo econômico global por calor extremo atingiu US$ 1,07 trilhão em 2025.
- Agricultura e construção civil concentraram 67% das perdas totais.
- Cerca de 710 mil mortes foram registradas em 2023 devido à exposição ao calor.
- Mais da metade da superfície terrestre foi afetada por secas severas em 2025.
- Estudo defende redução urgente de combustíveis fósseis para mitigar impactos.
O relatório do The Lancet Countdown revelou que o calor extremo gerou um prejuízo de US$ 1,07 trilhão à economia mundial em 2025, marcando o terceiro ano consecutivo em que as perdas superam a marca de um trilhão de dólares. A redução na produtividade foi o principal motor desse impacto financeiro, com os setores de agricultura e construção civil sendo os mais atingidos, respondendo por 38% e 29% dos danos, respectivamente.
Além dos reflexos econômicos, o levantamento destaca uma crise humanitária crescente, com 710 mil mortes atribuídas à exposição ao calor em 2023, das quais 70% estão diretamente ligadas às mudanças climáticas. Com 52% das áreas terrestres enfrentando secas severas em 2025, especialistas reforçam a necessidade urgente de cortes nas emissões de gases de efeito estufa e a transição energética para conter o agravamento desses fenômenos.
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