Polícia de Sydney inicia patrulhas com fuzis após ataque em Bondi
A polícia de Nova Gales do Sul começa a operar em 1º de novembro a Armed Response Command, unidade com fuzis que patrulha locais públicos de Sydney após o ataque a tiros em Bondi Beach, que deixou 15 mortos em dezembro de 2025.
Pontos principais
- A Armed Response Command (ARC) começa a operar oficialmente em 1º de novembro de 2026, segundo a polícia de Nova Gales do Sul.
- Antes de entrar em operação, os policiais passaram seis meses de treinamento em tiro com fuzil, resposta a agressor armado ativo, direção avançada e atendimento tático médico.
- A unidade vai patrulhar, em veículos especializados e com fuzis, locais prioritários, grandes eventos, espaços públicos movimentados, partidas esportivas e locais de culto.
- A ARC atuará inicialmente junto com a Operação Shelter, que será reduzida à medida que a unidade ampliar seu efetivo.
- A medida é inédita na Austrália: a polícia a apresenta como a primeira unidade permanente e dedicada de resposta armada rápida do país.
- A polícia classifica como terrorista o ataque de 14 de dezembro de 2025 em Bondi Beach, que deixou 15 mortos durante uma celebração judaica e foi o pior tiroteio em massa da Austrália em quase três décadas.
- O suspeito Naveed Akram responde a 78 acusações, incluindo 15 por homicídio.
- A Anistia Internacional Austrália diz temer a militarização do policiamento.
A Polícia de Nova Gales do Sul, na Austrália, implementou a Armed Response Command (ARC), unidade que passa a patrulhar áreas movimentadas de Sydney, como centros turísticos, estádios, eventos esportivos e templos religiosos. A unidade foi formada após o ataque de Bondi Beach e começa a operar oficialmente no domingo, 1º de novembro. Segundo a polícia, o objetivo é prevenir, dissuadir e responder rapidamente a ameaças graves, incluindo incidentes com agressor armado ativo.
O comandante, o detetive-superintendente Andrew Evans, diz que quer que o público se sinta tranquilizado ao ver um veículo da ARC. Segundo ele, o sucesso da unidade depende tanto da capacidade operacional quanto da confiança que ela construir com a comunidade.
Moradores ouvidos pela ABC reagiram de forma oposta: um achou a presença armada inquietante, e outra disse se sentir mais segura. Comunidades judaicas receberam a operação com aprovação, enquanto a Anistia pede garantias de que a ARC não será usada para reprimir protestos pacíficos.
