Gasolina recua pela segunda semana e diesel sobe nos EUA às vésperas da eleição
Gasolina e diesel superam níveis da era Biden, tornando o custo da energia um tema central nas eleições de meio de mandato sob o governo Trump.
Pontos principais
- Segundo a EIA, a gasolina regular estava em US$ 4,269 por galão na média nacional da semana de 26 de outubro, ante US$ 4,331 em 12 de outubro.
- Na mesma semana, a EIA registra diesel a US$ 6,352 por galão, US$ 2,634 acima de um ano antes e em alta pela segunda semana seguida.
- No Meio-Oeste, a gasolina subiu US$ 0,124 em uma semana, enquanto a média nacional caiu, segundo a EIA.
- Governo autorizou uso de diesel não rodoviário e anunciou auxílio de US$ 8 bilhões a agricultores.
- Acordo para importação de 6 milhões de barris de diesel da Rússia gerou críticas de senadores republicanos.
- Acessibilidade ao combustível é fator dominante nas eleições de meio de mandato que ocorrem nesta terça-feira.
Os preços dos combustíveis nos Estados Unidos seguem em patamar elevado e desafiam a promessa de campanha do presidente Donald Trump de reduzir os custos de energia. Na sexta-feira, 30 de outubro, a média da gasolina estava em US$ 4,20 por galão, quase 40% acima de um ano antes, e o custo médio do combustível na gestão Trump já supera o registrado no governo de Joe Biden. A escalada é atribuída a tensões geopolíticas, incluindo conflitos no Oriente Médio e instabilidades em refinarias globais, tornando a acessibilidade ao combustível um tema central nas eleições de meio de mandato.
Para conter a crise, o governo Trump emitiu uma ordem executiva permitindo o uso de diesel não rodoviário em rodovias e anunciou um pacote de ajuda de US$ 8 bilhões para o setor agrícola. Paralelamente, o Executivo fechou um acordo para importar 6 milhões de barris de diesel da Rússia, decisão que enfrentou forte resistência de senadores republicanos e críticas internacionais. Analistas alertam que o mercado permanece volátil, precificando novos riscos de confrontos globais após o pleito.
