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Governo do Panamá retoma uso da Ilha de Coiba para abrigar prisioneiros

O governo do Panamá voltou a enviar presos para a Ilha de Coiba, Patrimônio Mundial da Unesco, e cientistas e ambientalistas se opõem à medida.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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01/11 às 13:30, atualizado 15:01

Pontos principais

  • O governo do Panamá transferiu 32 prisioneiros para uma base aeronaval na Ilha de Coiba, no Pacífico panamenho, entre junho e agosto de 2026.
  • O presidente José Raúl Mulino defende a medida como segurança nacional contra bandas que operavam de dentro das prisões e diz que os transferidos são de alta periculosidade.
  • A fuga de 195 presos da penitenciária de La Joyita antecedeu as transferências; em 19 de junho, Mulino disse que 178 já tinham sido recapturados.
  • Segundo Mulino, a base foi construída quando ele era ministro de Segurança, após consultas a órgãos ambientais, e não está no Parque Nacional.
  • A ilha funcionou como colônia penal entre 1919 e 2004, com registros de tortura, trabalhos forçados e um massacre.
  • O local é Patrimônio Mundial da Unesco por sua biodiversidade e ecossistemas preservados.

O governo do Panamá retomou o uso da Ilha de Coiba para abrigar detentos. Entre junho e agosto de 2026, 32 prisioneiros foram transferidos para uma base aeronaval no local, reativando a presença carcerária após duas décadas de interrupção. A medida veio depois da fuga em massa da penitenciária de La Joyita, e o presidente José Raúl Mulino a justificou como ação de segurança nacional contra bandas que operavam de dentro das prisões.

Segundo Mulino, a base foi construída quando ele era ministro de Segurança, após consultas a órgãos ambientais, e não está no Parque Nacional. Ele disse que não há novas instalações sendo erguidas na ilha. Cientistas e líderes ambientais, porém, se opõem à decisão por temerem danos ao ecossistema.

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