Chuva e frio atrasam a tosquia de ovinos no Rio Grande do Sul
Condições climáticas adversas no Rio Grande do Sul retardam a tosquia de ovinos, elevando riscos à saúde dos animais e à qualidade da lã.
Pontos principais
- O excesso de chuvas e as baixas temperaturas impedem o avanço da tosquia no estado.
- A realização do procedimento sob frio intenso aumenta o risco de pneumonia e mortalidade nos rebanhos.
- O atraso eleva a probabilidade de contaminação da lã por sementes de flechilha.
- A estimativa para a safra atual é de 8 milhões de quilos de lã produzidos no Rio Grande do Sul.
- O mercado internacional apresenta cenário favorável devido à redução da oferta global da fibra.
O setor de ovinocultura no Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades operacionais devido às condições climáticas desfavoráveis. O excesso de chuvas e as baixas temperaturas têm forçado os produtores a adiar a tosquia, uma vez que a retirada da lã em períodos de frio intenso expõe os animais a riscos severos de pneumonia e morte. Além do impacto direto na saúde do rebanho, o atraso na atividade aumenta a exposição da fibra a contaminações por sementes de flechilha, que se tornam mais incidentes durante o mês de novembro.
Apesar dos desafios logísticos e produtivos, a expectativa para a safra permanece em 8 milhões de quilos de lã. O cenário internacional é visto com otimismo pelos criadores, impulsionado pela redução da oferta global da matéria-prima, o que pode valorizar o produto final. Os produtores aguardam agora uma melhora nas condições meteorológicas para retomar as atividades e garantir a qualidade da colheita.
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