Tribunal australiano mantém condenação e nega condicional a Erin Patterson
A Corte de Apelação de Victoria, na Austrália, negou o recurso de Erin Patterson contra as condenações por três homicídios e anulou os 33 anos de não-liberdade condicional, deixando a prisão perpétua sem período mínimo para condicional.
Pontos principais
- A corte negou o recurso contra as condenações por três homicídios e uma tentativa de homicídio. Dois dos sete fundamentos foram admitidos para análise, sobre o júri hospedado no mesmo hotel que advogados e um informante da acusação e sobre a prova pericial de registros de ligações, mas ambos foram negados.
- Os três juízes concordaram em aceitar o recurso da promotoria e anular o período de 33 anos fixado em 8 de setembro de 2025.
- Ao fim dos 33 anos, em 2 de novembro de 2056, Patterson teria 82 anos.
- A intenção de matar se manteve por quase três semanas, com falsas alegações de câncer, mentiras sobre a origem dos cogumelos e destruição de provas.
- Patterson é apenas a segunda mulher na história da Austrália a receber uma sentença de prisão perpétua sem condicional.
A Corte de Apelação de Victoria, na Austrália, rejeitou o recurso de Erin Patterson contra as condenações pelos assassinatos de Don e Gail Patterson e de Heather Wilkinson, e pela tentativa de matar Ian Wilkinson, em um almoço em Leongatha, em julho de 2023, em que serviu cogumelos death cap. Para a corte, o crime foi extraordinariamente frio e calculado e deve ser denunciado nos termos mais fortes, e o caso envolve uma criminalidade tão chocante que é inadequado fixar período de não-liberdade condicional. O juiz de primeira instância havia sustentado que as condições severas da prisão só poderiam pesar por meio desse período; a corte respondeu que elas são relevantes, mas não obrigam a fixá-lo.
A decisão não encerra o caso: Patterson ainda pode recorrer à Alta Corte da Austrália, a última instância. O crime ganhou notoriedade global e inspirou diversas produções audiovisuais e literárias.
