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Minas atingem petroleiro em Ormuz e Trump diz que guerra acabará em breve

No Estreito de Ormuz, perto de Omã, explosões causaram incêndio em um petroleiro e o deixaram temporariamente inoperante; fontes de segurança marítima dizem que foram duas minas de lapa, o primeiro uso bem-sucedido desse explosivo na via desde o início da guerra EUA-Irã, em fevereiro.

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Foto: WSJ
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30/10 às 09:00

Pontos principais

  • Um pequeno barco prendeu duas minas de lapa ao casco do petroleiro Louise 1, de bandeira panamenha, na quinta-feira (29), segundo três fontes de segurança marítima.
  • A UKMTO, agência ligada à Marinha britânica, registrou explosões e incêndio na casa de máquinas, mas não nomeou o navio; o fogo foi apagado e a tripulação está segura.
  • A UKMTO situou o incidente a 25 milhas náuticas (46 km) a nordeste de Khasab, em Omã, e disse que o navio seguia para o próximo porto.
  • Não estava claro quem estava por trás do ataque; a Aquarius Maritime Ventures, que opera o navio, não foi localizada para comentar.
  • Em setembro, outra tentativa com esse tipo de mina não detonou, segundo duas das fontes.
  • A consultoria grega de risco marítimo Marisks diz que minas de lapa são baratas e facilmente disponíveis, e que o método é de baixa tecnologia e muito eficiente.
  • A Guarda Revolucionária do Irã disse na sexta-feira (30) que parou dois petroleiros por uso de "rota não autorizada".
  • Trump disse à rádio KCMO que a guerra "vai ser encerrada em breve".
  • O almirante Brad Cooper, do CENTCOM, disse que mais de 50.000 militares americanos apoiam operações na região.

Não é a primeira vez que o Louise 1 é atingido: em julho, drones navais ucranianos o atacaram no Mar Negro, e o SBU, serviço de segurança da Ucrânia, disse que o navio transportava petróleo russo e integrava a chamada frota fantasma. No Estreito de Ormuz, o Irã afirmou ter destruído uma embarcação não tripulada dos EUA na parte leste da via, sem confirmação imediata de Washington. O almirante Brad Cooper, do CENTCOM, afirmou que as forças americanas limparam de minas as principais rotas de navegação.

Na diplomacia, mediadores do Catar voltaram a Teerã na sexta-feira em negociações coordenadas com Washington. Os EUA querem incluir a questão nuclear desde o início, e Trump disse precisar de "uma garantia de que nunca haverá uma arma nuclear"; Teerã exige antes o fim do bloqueio aos seus portos e das sanções ao petróleo.

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