Médicos são denunciados por perseguição política e incitação a boicote
Profissionais de saúde relatam perseguição e discriminação contra colegas e pacientes baseadas em posicionamentos políticos nas redes sociais.
Pontos principais
- Anestesiologista em Sergipe sofreu ofensas homofóbicas após ser incluído em lista de 'esquerdistas'.
- Cardiologista na Bahia foi denunciada por sugerir boicote a atendimentos de eleitores do PT.
- Conselho Federal de Medicina reforça que atendimento de urgência é obrigatório e sem discriminação.
- Médica baiana negou intenção de negar assistência e classificou postagem como equívoco.
Relatos de perseguição política e discriminação no ambiente médico têm gerado preocupação em diferentes estados brasileiros. Em Sergipe, um anestesiologista buscou auxílio policial após ser alvo de ofensas homofóbicas e ser incluído em uma lista de profissionais identificados como esquerdistas em grupos de mensagens. Paralelamente, uma cardiologista na Bahia foi denunciada por compartilhar conteúdos que sugeriam o boicote ao atendimento de pacientes com base em suas preferências eleitorais.
Em resposta às acusações, a médica baiana afirmou que o compartilhamento das postagens foi um equívoco e negou defender a privação de assistência médica por motivos ideológicos. O Conselho Federal de Medicina reiterou que a prática profissional deve ser exercida sem qualquer tipo de discriminação, reforçando que o atendimento em casos de urgência e emergência é um dever ético inalienável de todos os médicos, independentemente das convicções políticas dos pacientes.
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