Greve em 113 portos de 22 países protesta contra transporte de armas
Estivadores e marítimos paralisaram 113 portos em 22 países, entre eles Grécia, Itália, Turquia, França e Espanha, contra o uso de instalações logísticas no envio de armamentos a zonas de guerra.
Pontos principais
- A paralisação reuniu sindicatos de mais de 25 organizações em 22 países da Europa, Norte da África e Ásia.
- A WFTU, por meio de sua internacional sindical de transportes e portos, convocou a greve na véspera e pediu que sindicatos filiados assinem a Declaração de Istambul.
- A WFTU diz que os estivadores recusam o manuseio e o transporte de equipamento militar destinado ao que chama de genocídio na Palestina.
- Em 6 de fevereiro, segundo a WFTU, mais de 20 portos do Mediterrâneo pararam sob o lema 'Dockers don't work for war!'.
- O grupo No Harbour for Genocide estima que a paralisação possa afetar 52 mil contêineres e cargas de US$ 2,8 bilhões.
- Além da pauta contra a guerra, os trabalhadores reivindicam melhores salários, condições de segurança e assistência médica a bordo.
Estivadores e marítimos de 22 países fizeram nesta sexta-feira (30) uma greve coordenada em 113 portos, com paralisações na Grécia, Itália, Turquia, França e Espanha. A convocação partiu da internacional sindical de transportes e portos da Federação Sindical Mundial (WFTU), que na véspera previa quase 100 portos em quatro continentes. A paralisação reuniu mais de 25 sindicatos, e o grupo ativista No Harbour for Genocide também participou.
A entidade também inclui entre as pautas da greve o bloqueio a Cuba, que chama de ilegal. Além da luta contra a guerra, os manifestantes exigem melhores salários, condições de trabalho e assistência médica a bordo, e denunciam o aumento de ataques a navios no Golfo Pérsico e no Mar Negro.
