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Candidatura de diplomata dos Emirados à ONU enfrenta críticas

Grupos de direitos humanos e a diáspora sudanesa contestam a indicação de Lana Nusseibeh ao cargo de secretária-geral da ONU.

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Foto: The Guardian World
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30/10 às 02:30

Pontos principais

  • Lana Nusseibeh foi indicada pelos Emirados Árabes Unidos para suceder António Guterres.
  • A diplomata é alvo de críticas por grupos de direitos humanos e pela diáspora sudanesa.
  • Críticos acusam os Emirados Árabes Unidos de apoiarem as Rapid Support Forces no conflito do Sudão.
  • Nusseibeh nega as alegações de que seu país estaria alimentando a guerra no Sudão.

A indicação da diplomata Lana Nusseibeh ao cargo de secretária-geral da ONU, anunciada pelos Emirados Árabes Unidos na última semana, gerou forte resistência internacional. Membros da diáspora sudanesa e diversas organizações de direitos humanos manifestaram repúdio à candidatura, citando o suposto envolvimento do país árabe no conflito interno do Sudão. A sucessão de António Guterres, cujo segundo mandato encerra-se este ano, torna-se assim um ponto de tensão diplomática.

Os críticos sustentam que os Emirados Árabes Unidos fornecem apoio estratégico às Rapid Support Forces, grupo paramilitar envolvido na crise humanitária sudanesa. Em resposta às acusações, Nusseibeh tem negado veementemente qualquer participação de seu governo no financiamento ou suporte militar ao conflito. A controvérsia coloca em xeque a viabilidade de sua nomeação para o posto mais alto da diplomacia global, enquanto a pressão de grupos civis aumenta sobre o processo de escolha do novo secretário-geral.

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