AB InBev sobe 22% no lucro ajustado, mas volume na China cai 16,8%
A AB InBev teve lucro ajustado por ação de US$ 1,21 no terceiro trimestre, alta de 22,4%, mas o volume na China caiu 16,8% e pesou no resultado do grupo.
Pontos principais
- Lucro ajustado por ação (Underlying EPS) de US$ 1,21 no 3T26, alta de 22,4% (13,9% em moeda constante).
- Receita de US$ 16,51 bilhões, com alta orgânica de 4,9% e receita por hectolitro 4,2% maior.
- Volume total 0,4% maior: cerveja recuou 0,1% e não-cerveja subiu 4,0%.
- EBITDA normalizado de US$ 5,96 bilhões, com alta orgânica de 3,9% e margem de 36,1%, 34 pontos-base abaixo do ano anterior.
- Na China, volume e receita caíram 16,8% e o EBITDA recuou 30,5%.
- Segundo estimativa da companhia, a indústria chinesa caiu na faixa de dois dígitos baixos, e o volume da AB InBev no país ficou abaixo do setor.
- Receita combinada das megamarcas subiu 7,7%, com a Corona crescendo 20% fora do mercado de origem.
- Receita de cerveja sem álcool subiu 35% e a de Beyond Beer, 19%.
- Dividendo intermediário de € 0,40 por ação (€ 0,15 em 2025), e recompra de US$ 2,6 bilhões concluída de um programa de US$ 6 bilhões até 26 de outubro.
A cervejaria AB InBev, sediada em Leuven, na Bélgica, informou que a receita do terceiro trimestre cresceu 4,9%, impulsionada por gestão de receita e mix mais premium. O volume de cerveja ficou praticamente estável porque o crescimento amplo nas suas regiões foi “primariamente compensado” por uma indústria desafiadora na China.
Na China, a empresa diz que gerenciou os níveis de estoque em um setor afetado por clima anormal e pela fraqueza contínua do canal on-premise, e que seu volume ficou abaixo da indústria. A companhia afirma que os resultados ficaram “abaixo do potencial”.
O EBITDA normalizado subiu 3,9% em base orgânica, mesmo com mais investimento em marketing para ativar megaplataformas e com custos de commodities, parcialmente compensados por disciplina em despesas gerais. O custo de vendas chegou a US$ 7,21 bilhões, ante US$ 6,60 bilhões um ano antes. Para 2026, a empresa espera que o EBITDA cresça em linha com a faixa de médio prazo de 4% a 8%.
