Kalshi capta US$ 1 bilhão e atinge valuation de US$ 40 bilhões
A plataforma americana de mercados de previsão Kalshi anunciou uma rodada Série G de US$ 1 bilhão com valuation pós-money de US$ 40 bilhões, enquanto prepara seu IPO e enfrenta desafios regulatórios.
Pontos principais
- A Kalshi informou que a Série G de US$ 1 bilhão foi co-liderada pela Wellington e pela Sequoia, com dez coinvestidores, entre eles Baillie Gifford, Coatue e Andreessen Horowitz.
- O valuation pós-money de US$ 40 bilhões sucede os US$ 22 bilhões da rodada de maio.
- A empresa diz que o volume anualizado passa de US$ 1 trilhão e a receita anualizada fora de esportes supera US$ 1 bilhão.
- Commodities já geram mais de US$ 100 milhões em taxas anualizadas, e o volume anualizado de criptomoedas chega a US$ 140 bilhões.
- Desde o lançamento, há alguns meses, os futuros perpétuos somam US$ 83 bilhões em volume e mais de 500 mil operadores.
- Cerca de 500 entidades estavam ativas na Kalshi em setembro; sem contar formadores de mercado, elas respondem por cerca de 25% do volume negociado.
- O procurador-geral de Utah apresentou acusações criminais contra a empresa e dois executivos por suposta promoção de jogos de azar.
- No Brasil, a startup mantém parceria com a XP para contratos ligados a indicadores econômicos.
A plataforma americana de mercados de previsão Kalshi anunciou uma rodada Série G de US$ 1 bilhão, com valuation pós-money de US$ 40 bilhões. A rodada foi co-liderada pela Wellington e pela Sequoia e teve dez coinvestidores, entre eles Baillie Gifford, Andreessen Horowitz, Coatue e Morgan Stanley Investment Management. Em relação à rodada de maio, que avaliou a empresa em US$ 22 bilhões, o valuation sobe com força, consolidando o movimento como a última etapa de captação antes do IPO da companhia.
A Kalshi diz que o volume anualizado supera US$ 1 trilhão e que a receita anualizada fora dos mercados esportivos passa de US$ 1 bilhão. Além de esportes e política, a plataforma já opera commodities, criptomoedas e futuros perpétuos. Com os recursos, a empresa pretende lançar índices, perpétuos de ações individuais e mercados de poder computacional, competindo diretamente com a CME e a ICE. A parceria com a S&P prevê a criação de índices sobre mercados de previsão, e a companhia quer atrair hedge funds, empresas de negociação proprietária e instituições financeiras.
O procurador-geral de Utah apresentou acusações criminais contra a Kalshi e dois de seus executivos por suposta promoção ilegal de jogos de azar, nos Estados Unidos. A Kalshi não anuncia novas licenças regulatórias na captação. Fora dos EUA, o negócio de varejo internacional, que opera em mais de 140 países há um ano, se aproxima de US$ 100 milhões em taxas de negociação anualizadas, com foco na América Latina e na Europa. No Brasil, a operação ocorre por meio de uma parceria com a XP, com contratos ligados a indicadores econômicos e financeiros.
