Indústria europeia resiste a planos da UE para reduzir dependência da China
Empresas europeias contestam novos instrumentos da Comissão Europeia que visam forçar a diversificação de cadeias de suprimentos fora da China.
Pontos principais
- A Comissão Europeia prepara três novos instrumentos para reduzir a dependência de fornecedores chineses.
- A ferramenta DiversifyEU poderá obrigar empresas estratégicas a expandir suas cadeias de suprimentos.
- O objetivo da medida é aumentar a resiliência da União Europeia em cenários de guerra comercial.
- Setores industriais europeus manifestam resistência à pressão para abandonar parceiros chineses.
A Comissão Europeia planeja introduzir, em dezembro, três novos instrumentos regulatórios destinados a reduzir a dependência da União Europeia em relação a fornecedores chineses. Entre as medidas, destaca-se a ferramenta DiversifyEU, que poderá impor obrigações legais para que empresas de setores estratégicos diversifiquem suas cadeias de suprimentos, visando aumentar a capacidade de resposta do bloco em eventuais cenários de guerra comercial.
No entanto, a iniciativa enfrenta forte resistência por parte da indústria europeia. Representantes do setor argumentam que as exigências podem elevar custos operacionais e desestabilizar cadeias produtivas já consolidadas. As empresas pressionam por uma abordagem mais flexível, questionando a viabilidade de abandonar fornecedores chineses sem comprometer a competitividade global das companhias sediadas no continente.
