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FMC registra prejuízo de US$ 2 bilhões no terceiro trimestre de 2026

A multinacional norte-americana FMC teve prejuízo líquido de US$ 2,07 bilhões no terceiro trimestre de 2026, após ações comerciais que tiraram cerca de US$ 639 milhões da receita e uma demanda abaixo do esperado.

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Foto: Globo Rural
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29/10 às 18:45, atualizado 19:31

Pontos principais

  • Prejuízo líquido de US$ 2,07 bilhões (US$ 15,54 por ação), ante US$ 569 milhões no mesmo período de 2025.
  • Receita de US$ 106 milhões, queda de 80%. Excluindo a Índia e as ações comerciais, seria de US$ 745 milhões, 22% abaixo do ano anterior.
  • Ebitda ajustado negativo em US$ 559 milhões, com impacto de cerca de US$ 672 milhões das ações comerciais. Sem elas, seria positivo em US$ 113 milhões.
  • Ações anunciadas em 15 de outubro: cerca de US$ 500 milhões do impacto vêm da nova política de preços e descontos na América do Norte, e cerca de US$ 175 milhões, da redução de preço de produtos já em estoque com clientes do canal.
  • Para o quarto trimestre, a FMC projeta receita de US$ 1,04 bilhão a US$ 1,14 bilhão e Ebitda ajustado de US$ 210 milhões a US$ 230 milhões.
  • Para 2026, a FMC projeta Ebitda ajustado negativo entre US$ 104 milhões e US$ 124 milhões.

A FMC atribui a queda da receita a ações comerciais que mudaram o modelo de preços e descontos na América do Norte e reduziram o preço de produtos já em estoque com clientes do canal no Brasil, nos Estados Unidos, no Canadá e na Argentina. A demanda também ficou abaixo do esperado, com o volume vendido 21% menor e clientes cortando pedidos de reposição nas últimas semanas do trimestre.

Para o ano de 2026, a FMC projeta prejuízo ajustado por ação entre US$ 3,50 e US$ 3,66, intervalo que inclui os três primeiros trimestres. No quarto trimestre, a empresa espera lucro ajustado de US$ 0,56 a US$ 0,70 por ação. As projeções excluem a Índia, cuja venda à Crystal Crop Protection, por US$ 252 milhões, deve ser concluída neste ano.

A companhia anunciou que Renato Guimarães deixará a liderança da operação na América Latina em novembro. Pierre Brondeau, presidente do conselho e CEO, diz que a conclusão desse trabalho posiciona a empresa para melhor desempenho em 2027 e mais lucro em 2028.

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