EUA investem US$ 2,7 bilhões para ampliar enriquecimento de urânio
O Departamento de Energia dos EUA anunciou contratos de US$ 2,7 bilhões para reduzir a dependência externa de combustível nuclear nos próximos dez anos.
Pontos principais
- O investimento de US$ 2,7 bilhões será dividido entre as empresas American Centrifuge Operating, General Matter e Orano Federal Services.
- Cada uma das três empresas selecionadas receberá US$ 900 milhões para expandir a capacidade de produção de urânio doméstico.
- O aporte visa garantir o fornecimento de urânio de baixo enriquecimento (LEU) e de alto teor (HALEU) para reatores atuais e futuros.
- A startup General Matter utilizará os recursos para operar na antiga usina de Paducah, no Kentucky.
- O Departamento de Energia destinou US$ 28 milhões adicionais à Global Laser Enrichment para o desenvolvimento de novas tecnologias de enriquecimento.
- A iniciativa busca reduzir a dependência dos EUA em relação a fornecedores estrangeiros, incluindo a Rússia.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou, em 5 de janeiro de 2026, um pacote de US$ 2,7 bilhões destinado a fortalecer a cadeia de suprimentos de combustível nuclear doméstico. A medida, que se estenderá pelos próximos dez anos, visa garantir a autonomia energética do país e apoiar a operação dos 94 reatores comerciais em atividade, além de preparar a infraestrutura para a próxima geração de reatores modulares avançados.
Os contratos foram distribuídos igualmente entre a American Centrifuge Operating, a General Matter e a Orano Federal Services, cada uma recebendo US$ 900 milhões. A General Matter, startup apoiada pelo investidor Peter Thiel, focará suas operações na antiga usina de difusão gasosa de Paducah, no Kentucky. O governo norte-americano também investiu US$ 28 milhões na Global Laser Enrichment para fomentar inovações tecnológicas no ciclo de combustível nuclear, reforçando o compromisso da administração Trump com a expansão do setor.
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