Acidente ferroviário eleva pressão eleitoral sobre Pedro Sánchez
Acidente ferroviário em Urda (Toledo), na Espanha, intensifica a cobrança sobre o governo de Pedro Sánchez a um mês das eleições nacionais.
Pontos principais
- O presidente de Castela-La Mancha, Emiliano García-Page, atualiza o balanço para 69 mortos, com 110 pessoas internadas e 60 já com alta.
- Feijóo, do PP, afirma que são mais de 100 mortos em dois acidentes de trem de alta velocidade em oito meses, no mesmo corredor ferroviário.
- Sánchez diz que a resposta foi rápida e eficaz e que as causas seguem sendo investigadas.
- Sánchez afirma que os familiares das vítimas receberão reparação material e que as administrações trabalham dia e noite para esclarecer cada detalhe.
- Segundo fontes do Ministério do Interior, 827 agentes estatais estão mobilizados no local, entre eles 422 da Guarda Civil e 250 da Unidade Militar de Emergências (UME).
- Feijóo critica o ministro Óscar Puente por culpar um operador da Adif, atitude que classifica como frivolidade imprópria de um ministro.
O acidente ocorreu na quarta-feira (28), em Urda, na região espanhola de Castela-La Mancha, e é o mais mortífero registrado na Espanha em mais de dez anos. Com a segurança ferroviária como tema de campanha, o escrutínio sobre a manutenção das redes e a deterioração da infraestrutura pública ganha peso no debate político.
O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, visitou o posto de comando avançado e diz que o sistema ferroviário está questionado. Para ele, as responsabilidades políticas são imprescindíveis e não podem esperar pela investigação sobre as causas.
Fontes primárias
Feijóo dice que el sistema ferroviario está cuestionado: “Así no se puede seguir, con esta forma de gestionar no se puede continuar”
Em Urda, após visitar o puesto de mando avanzado, Feijóo afirma que “más de 100 muertos en dos accidentes de tren de alta velocidad en ocho meses y en el mismo corredor ferroviario conlleva un cuestionamiento de nuestro actual sistema ferroviario”. Diz que “así no se puede seguir” e que “con esta forma de gestionar no se puede continuar”. Sobre as responsabilidades políticas: “no son opcionales, son imprescindibles desde el punto de vista ético y moral”, e não podem esperar a investigação. Critica Óscar Puente por “echarle la culpa a un operador de Adif” como “frivolidad impropia de un ministro”, e diz que nenhum membro do governo o ligou após o acidente.
Comparecencia de Emiliano García-Page y Pedro Sánchez desde Urda (vídeo, 9m 6s)
Em comparecência conjunta no CECOPI, na zona zero em Urda, García-Page atualiza o balanço para 69 mortos e 110 internados, com 60 altas. Sánchez destaca a resposta “rápida y eficaz” à tragédia, afirma que o esclarecimento das causas “se sigue investigando” e que a reparação material aos familiares será dada. Diz que todas as administrações seguem trabalhando “día y noche” para esclarecer “hasta el último detalle” e reforçar a segurança, com 827 agentes do Estado mobilizados no local.
