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Relatório da Oxfam aponta que 0,1% mais ricos emitem mais carbono

Segundo a Oxfam, os 0,1% mais ricos, cerca de 8 milhões de pessoas, emitem mais carbono que os 44% mais pobres do mundo e lucram com as catástrofes climáticas.

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Foto: Canal Rural
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28/10 às 19:01

Pontos principais

  • Os 0,1% mais ricos (cerca de 8 milhões de pessoas) emitem mais carbono que os 44% mais pobres do mundo somados, cerca de 3,5 bilhões de pessoas.
  • Uma pessoa do 0,1% mais rico contribuiu 125 vezes mais que a pessoa média para os episódios de calor extremo, e quase 400 vezes mais que uma pessoa da metade mais pobre.
  • Segundo a Oxfam, as emissões de um único ano dos 1% mais ricos causarão 1,9 milhão de mortes adicionais por calor, em um cálculo que abrange 100 anos.
  • Os investimentos de 1.000 bilionários somam 486 milhões de toneladas de CO2e em 2025, o equivalente ao 19º país mais poluente do mundo.
  • O índice “Destruir e Reconstruir” reúne 217 empresas que lucram com a criação de catástrofes climáticas, com a preparação para elas ou com a recuperação depois delas.
  • Essas empresas obtiveram, em média, US$ 1,8 bilhão em 2025 e distribuíram mais de US$ 1 bilhão aos acionistas.
  • BlackRock e Vanguard têm investimentos em 92% dessas empresas, somando mais de US$ 1 trilhão.
  • A Oxfam propõe tributar a renda e a riqueza do 1% mais rico e aplicar impostos punitivos a bens de luxo com altas emissões, como jatos privados.
  • Os países ricos devem cumprir o compromisso de triplicar até 2035 o financiamento para adaptação climática, em subvenções e não em empréstimos.

Em outubro de 2026, a Oxfam publicou o relatório global “O Fosso das Catástrofes”, que liga as emissões dos mais ricos aos episódios climáticos extremos. Segundo a entidade, as catástrofes atingem com mais força os mais pobres, que vivem em áreas de maior risco, têm moradias mais frágeis e menos poupança para se recuperar. Os mais ricos, por sua vez, conseguem pagar seguros, mudar-se para locais mais seguros e reconstruir a vida mais rapidamente.

A entidade também aponta que parte desse lucro vem de investidores que aplicam nos dois lados: em empresas que alimentam o colapso climático e em empresas que fazem a limpeza depois das catástrofes. A Oxfam defende que a adaptação reduza as desigualdades, em vez de ampliá-las, e que os países estabeleçam metas com prazo para que a renda dos 10% mais ricos não supere a dos 40% mais pobres.

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