Gestora de Al Gore alerta para risco de emergência alimentar global
Crise no Estreito de Ormuz e efeitos do El Niño ameaçam a segurança alimentar mundial, aponta relatório da Generation Investment Management.
Pontos principais
- Interrupção no Estreito de Ormuz bloqueia 30% do suprimento global de fertilizantes nitrogenados.
- Fenômeno El Niño agrava a vulnerabilidade da produção agrícola e aumenta riscos de incêndios na Amazônia.
- Número de pessoas com fome aguda pode subir de 318 milhões para 363 milhões.
- Relatório critica a dependência do modelo 'just-in-time' e a falta de reservas estratégicas na maioria dos países.
- Adoção de bioinsumos e agricultura regenerativa é apontada como alternativa para mitigar a crise.
Um relatório da Generation Investment Management, gestora fundada por Al Gore e David Blood, alertou para uma iminente emergência alimentar global. O documento aponta que a instabilidade no Estreito de Ormuz interrompeu o fluxo de 30% dos fertilizantes nitrogenados do mundo, enquanto o fenômeno El Niño pressiona a produção agrícola e aumenta o risco de desertificação na Amazônia. A fragilidade do sistema de suprimentos 'just-in-time' e a ausência de estoques estratégicos na maioria das nações tornam o cenário ainda mais crítico.
Atualmente, cerca de 318 milhões de pessoas enfrentam fome aguda, número que pode alcançar 363 milhões caso a situação se agrave. Em contraste com a maioria dos países, a China mantém estoques significativos de grãos e carne suína, servindo como exceção no cenário global. Diante do quadro, a gestora defende a transição para práticas agrícolas regenerativas e o uso de bioinsumos como medidas essenciais para garantir a resiliência do sistema alimentar diante das mudanças climáticas e tensões geopolíticas.
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