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IA da Anthropic cria códigos de invasão em testes de segurança

Modelo interno e não lançado da Anthropic encontrou falhas críticas em Chrome, Safari, Android, Windows e Linux e escreveu exploits funcionais; os fabricantes já corrigiram as falhas citadas.

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Foto: TecMundo
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28/10 às 19:45, atualizado 29/10 às 05:31

Pontos principais

  • Um modelo interno e não lançado da Anthropic montou cinco cadeias de ataque contra navegadores e sistemas operacionais.
  • Chrome: cadeia de um clique que abriu a Calculadora no macOS; 62 CVEs corrigidas até o Chrome 156, todas de gravidade crítica ou alta, incluindo 13 escapes de sandbox.
  • Safari: exploit de um clique que contorna a same-origin policy e lê histórico, cookies e bancos de dados de sessão; a Apple reconheceu a falha no mesmo dia da notificação e lançou correção.
  • Android: exploit extrai fotos e outros dados de um celular roubado sem desbloqueá-lo, testado num Google Pixel 9; o Google tratou o problema.
  • Windows: falha de leitura fora dos limites no QUIC do kernel (CVE-2026-33096) derruba a máquina com poucos pacotes HTTP/3; a Microsoft resolveu, e a Anthropic estima vários milhões de servidores expostos.
  • Linux: execução remota de comandos como root em servidores com multipath TCP, sem credenciais (CVE-2026-98432); corrigida upstream e nos ramos estáveis mantidos.
  • A Anthropic segue divulgação coordenada: 90 dias para correção e mais 45 antes de detalhar além do aviso público.
  • A Anthropic amplia o Programa de Verificação Cibernética, com acesso a Claude Opus 5.5, Claude Sonnet 5.5 e Claude Mythos 5.1 para profissionais de segurança qualificados.

A Anthropic, sediada no Vale do Silício, diz que um modelo interno de pesquisa, ainda não lançado, encontrou falhas críticas em alguns dos softwares mais usados do mundo. Segundo a empresa, o modelo escreveu os exploits após uma primeira instrução, e as cadeias permitiram execução de código ou outros impactos críticos com pouca ou nenhuma interação do usuário.

Para a Anthropic, descobrir falhas e provar a exploração, antes tarefas de poucas equipes especializadas, agora pode ser feito por modelos com pouca participação humana. Por isso, a empresa afirma que dar a defensores modelos poderosos é essencial para corrigir sistemas antes que atacantes os explorem. Seu conselho a quem defende sistemas é escanear o próprio código.

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