Modelos de IA sem restrições facilitam ataques cibernéticos
Ferramentas de IA gratuitas, especialmente de origem chinesa, estão sendo usadas para acelerar a exploração de vulnerabilidades em sistemas digitais.
Pontos principais
- Modelos como GLM e DeepSeek permitem que usuários modifiquem sistemas para fins ofensivos.
- Pesquisadores demonstraram ser possível acessar câmeras de celulares via TikTok usando IA.
- A Unit 42 identificou 14 mil vulnerabilidades inéditas em softwares usando inteligência artificial.
- A OpenAI corrigiu falhas críticas após pesquisadores usarem o modelo Claude para acessar sistemas internos.
- O governo de Donald Trump exigiu revisões governamentais para modelos de IA avançados devido aos riscos de segurança.
O uso de modelos de inteligência artificial gratuitos e sem restrições, particularmente de origem chinesa, tem acelerado a execução de ataques cibernéticos sofisticados. Especialistas apontam que ferramentas como o modelo GLM da Z.ai permitem a exploração rápida de vulnerabilidades, com demonstrações recentes indicando a possibilidade de acesso remoto a câmeras e fotos de dispositivos móveis através de aplicativos como o TikTok. A capacidade dessas IAs de identificar falhas em softwares de código aberto tem elevado significativamente o volume de ameaças digitais identificadas por empresas de segurança.
A gravidade do cenário foi evidenciada pela OpenAI, que precisou deslocar parte de sua equipe de engenharia para auditorias após pesquisadores utilizarem o modelo Claude, da Anthropic, para acessar repositórios internos e tokens de autenticação. Diante da crescente competência dessas ferramentas em tarefas de cibersegurança, o governo de Donald Trump determinou revisões rigorosas para modelos avançados. O setor de segurança digital agora enfrenta o desafio de conter agentes maliciosos que utilizam a própria IA para automatizar a criação de malwares e a exploração de sistemas críticos.
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