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Empresários britânicos criticam falta de apoio no orçamento de Healey

Três entidades empresariais do Reino Unido (CBI, BRC e BCC) dizem que o Orçamento do chanceler John Healey não dá alívio suficiente às empresas, embora reconheçam alguns avanços, como o alívio de business rates para o varejo.

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28/10 às 15:15, atualizado 17:15

Pontos principais

  • A CBI diz que as contas de energia das empresas britânicas são cerca de um terço mais altas que as de concorrentes europeus.
  • A BRC calcula que o congelamento real dos business rates do varejo, hospitalidade e lazer equivale a alta de 3,5%, ou cerca de £250 milhões a mais em abril.
  • A BRC diz que 70 mil pequenos negócios de rua saem da cobrança de business rates, mas as 500 mil lojas médias e grandes pagam mais.
  • A BRC diz que o salário mínimo acima da inflação, sem corte nas contribuições patronais (NICs), adiciona £2 bilhões aos £6,5 bilhões de custos de pessoal acumulados em dois anos.
  • A BRC diz que o varejo enfrenta £41 bilhões em tributos empresariais neste ano e que mais de 120 mil empregos foram perdidos em dois anos.
  • A BRC diz que a conta de eletricidade do setor deve subir £440 milhões neste ano, sem mudança no consumo.
  • A BCC diz que não há ajuda com energia fora do British Industrial Competitiveness Scheme e que mais da metade das empresas afirma que a energia as pressiona a subir preços.
  • A BCC lembra que os £100 milhões para o Local Apprenticeship Service já tinham sido anunciados.
  • A BRC diz que o Reino Unido é a única grande economia europeia sem esquema de tax-free shopping.
  • A BRC diz que os cortes de tarifas de importação de alimentos quase não compensam o custo dos supermercados.

Três entidades empresariais do Reino Unido criticaram o Orçamento do chanceler John Healey por não trazer alívio suficiente às empresas: a Confederação da Indústria Britânica (CBI), o Consórcio do Varejo Britânico (BRC) e a Câmara de Comércio Britânica (BCC). A CBI diz que o texto não está à altura da ambição do governo e que não há nada de concreto que dê fôlego à maioria das empresas, que pagam mais caro por energia do que seus concorrentes europeus.

Mesmo assim, as entidades reconhecem alguns avanços. A CBI aplaude o alívio de business rates para varejo, hospitalidade e lazer, e a BCC cita o Founders Relief como medida positiva. A BRC, por outro lado, classifica como cortina de fumaça o congelamento real dos business rates do varejo, que na prática sobe a conta.

Sobre o adicional cobrado dos bancos, a CBI pede que ele tenha prazo limitado, e a BCC alerta que pode encarecer e restringir o crédito. A BRC, por sua vez, pede que o governo não espere pelo Orçamento de 2027 nem pela revisão Milburn para agir contra o desemprego jovem.

Fontes primárias

Confederation of British Industry (CBI)

Budget does not meet scale of government's ambition

Rain Newton-Smith, diretora-executiva da CBI, afirma que o Orçamento não atende à escala da ambição do governo e carece de medidas ousadas para facilitar investimento, contratação e crescimento das empresas. Elogia a redução do custo de contratação de jovens e o alívio de business rates para varejo, hospitalidade e lazer, mas diz que a medida perde a chance de uma reforma ampla do sistema. Sobre o banking surcharge, diz que deve ter prazo limitado e que o setor financeiro britânico já tem carga tributária maior que a de centros concorrentes. Afirma que não há nada concreto de alívio para a maioria das empresas, que pagam contas de energia cerca de um terço mais altas que as de concorrentes europeus, e pede que as promessas de ação sobre energia entrem no plano de dez anos do governo.

British Retail Consortium (BRC)

No breathing space for retail as Budget keeps costs climbing

Helen Dickinson, diretora-executiva da BRC, diz que o Orçamento deixa os custos do varejo subirem, já que o chanceler não cumpriu o alívio prometido. Afirma que o setor enfrenta £41 bilhões em tributos empresariais neste ano e que mais de 120 mil empregos foram perdidos em dois anos. Sobre business rates, classifica como 'smoke and mirrors' o congelamento em termos reais, que equivale a aumento de 3,5% e ~£250 milhões a mais na conta do varejo em abril. Critica o aumento do salário mínimo acima da inflação sem redução de NICs patronais, o que soma £2 bilhões a mais em custos de pessoal, e o aumento de £440 milhões na conta de eletricidade. Diz que o Reino Unido segue sendo a única grande economia europeia sem esquema de tax-free shopping.

British Chambers of Commerce (BCC)

Chancellor Takes Steady Approach But Growth Missing

Shevaun Haviland, diretora-geral da BCC, define o Orçamento como 'steady as you go': manda sinais certos às empresas, mas sem medidas grandes que mudem a economia. Diz que a maioria dos setores ficou satisfeita por não receber novos impostos, mas que a maioria das empresas não sentirá o efeito, e que o Chanceler não atendeu ao pedido de reduzir custos. Cita como positivos o Founders Relief e as reduções ou remoções de business rates para varejo, hospitalidade e lazer. Critica o banking surcharge mais alto, que pode encarecer o crédito, e diz que a falta de ajuda com energia, fora do British Industrial Competitiveness Scheme, é decepcionante. Também considera insuficiente o avanço contra o desemprego jovem, já que os £100 milhões para o Local Apprenticeship Service já tinham sido anunciados.

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