Empresários britânicos criticam falta de apoio no orçamento de Healey
Três entidades empresariais do Reino Unido (CBI, BRC e BCC) dizem que o Orçamento do chanceler John Healey não dá alívio suficiente às empresas, embora reconheçam alguns avanços, como o alívio de business rates para o varejo.
Pontos principais
- A CBI diz que as contas de energia das empresas britânicas são cerca de um terço mais altas que as de concorrentes europeus.
- A BRC calcula que o congelamento real dos business rates do varejo, hospitalidade e lazer equivale a alta de 3,5%, ou cerca de £250 milhões a mais em abril.
- A BRC diz que 70 mil pequenos negócios de rua saem da cobrança de business rates, mas as 500 mil lojas médias e grandes pagam mais.
- A BRC diz que o salário mínimo acima da inflação, sem corte nas contribuições patronais (NICs), adiciona £2 bilhões aos £6,5 bilhões de custos de pessoal acumulados em dois anos.
- A BRC diz que o varejo enfrenta £41 bilhões em tributos empresariais neste ano e que mais de 120 mil empregos foram perdidos em dois anos.
- A BRC diz que a conta de eletricidade do setor deve subir £440 milhões neste ano, sem mudança no consumo.
- A BCC diz que não há ajuda com energia fora do British Industrial Competitiveness Scheme e que mais da metade das empresas afirma que a energia as pressiona a subir preços.
- A BCC lembra que os £100 milhões para o Local Apprenticeship Service já tinham sido anunciados.
- A BRC diz que o Reino Unido é a única grande economia europeia sem esquema de tax-free shopping.
- A BRC diz que os cortes de tarifas de importação de alimentos quase não compensam o custo dos supermercados.
Três entidades empresariais do Reino Unido criticaram o Orçamento do chanceler John Healey por não trazer alívio suficiente às empresas: a Confederação da Indústria Britânica (CBI), o Consórcio do Varejo Britânico (BRC) e a Câmara de Comércio Britânica (BCC). A CBI diz que o texto não está à altura da ambição do governo e que não há nada de concreto que dê fôlego à maioria das empresas, que pagam mais caro por energia do que seus concorrentes europeus.
Mesmo assim, as entidades reconhecem alguns avanços. A CBI aplaude o alívio de business rates para varejo, hospitalidade e lazer, e a BCC cita o Founders Relief como medida positiva. A BRC, por outro lado, classifica como cortina de fumaça o congelamento real dos business rates do varejo, que na prática sobe a conta.
Sobre o adicional cobrado dos bancos, a CBI pede que ele tenha prazo limitado, e a BCC alerta que pode encarecer e restringir o crédito. A BRC, por sua vez, pede que o governo não espere pelo Orçamento de 2027 nem pela revisão Milburn para agir contra o desemprego jovem.
Fontes primárias
Budget does not meet scale of government's ambition
Rain Newton-Smith, diretora-executiva da CBI, afirma que o Orçamento não atende à escala da ambição do governo e carece de medidas ousadas para facilitar investimento, contratação e crescimento das empresas. Elogia a redução do custo de contratação de jovens e o alívio de business rates para varejo, hospitalidade e lazer, mas diz que a medida perde a chance de uma reforma ampla do sistema. Sobre o banking surcharge, diz que deve ter prazo limitado e que o setor financeiro britânico já tem carga tributária maior que a de centros concorrentes. Afirma que não há nada concreto de alívio para a maioria das empresas, que pagam contas de energia cerca de um terço mais altas que as de concorrentes europeus, e pede que as promessas de ação sobre energia entrem no plano de dez anos do governo.
No breathing space for retail as Budget keeps costs climbing
Helen Dickinson, diretora-executiva da BRC, diz que o Orçamento deixa os custos do varejo subirem, já que o chanceler não cumpriu o alívio prometido. Afirma que o setor enfrenta £41 bilhões em tributos empresariais neste ano e que mais de 120 mil empregos foram perdidos em dois anos. Sobre business rates, classifica como 'smoke and mirrors' o congelamento em termos reais, que equivale a aumento de 3,5% e ~£250 milhões a mais na conta do varejo em abril. Critica o aumento do salário mínimo acima da inflação sem redução de NICs patronais, o que soma £2 bilhões a mais em custos de pessoal, e o aumento de £440 milhões na conta de eletricidade. Diz que o Reino Unido segue sendo a única grande economia europeia sem esquema de tax-free shopping.
Chancellor Takes Steady Approach But Growth Missing
Shevaun Haviland, diretora-geral da BCC, define o Orçamento como 'steady as you go': manda sinais certos às empresas, mas sem medidas grandes que mudem a economia. Diz que a maioria dos setores ficou satisfeita por não receber novos impostos, mas que a maioria das empresas não sentirá o efeito, e que o Chanceler não atendeu ao pedido de reduzir custos. Cita como positivos o Founders Relief e as reduções ou remoções de business rates para varejo, hospitalidade e lazer. Critica o banking surcharge mais alto, que pode encarecer o crédito, e diz que a falta de ajuda com energia, fora do British Industrial Competitiveness Scheme, é decepcionante. Também considera insuficiente o avanço contra o desemprego jovem, já que os £100 milhões para o Local Apprenticeship Service já tinham sido anunciados.
