Banco Mundial prevê alta de 23% nos preços de commodities em 2026
O Banco Mundial projeta alta de 23% nos preços de commodities em 2026, com energia subindo 32%, e queda de 7% em 2027.
Pontos principais
- Energia deve subir 32% em 2026, após três anos de queda, com o Brent médio em US$ 91 (ante US$ 69 em 2025) e US$ 79 em 2027.
- Alimentos devem subir cerca de 10% em 2026 e 7% em 2027, acumulado de 18%.
- Fertilizantes devem subir 14% em 2026 e voltar aos níveis de 2025 em 2027.
- Metais sobem 25% em 2026, com alumínio, cobre e estanho em máximas históricas; metais preciosos sobem 40%.
- A oferta global de petróleo deve cair 5,2% em 2026, a maior queda em mais de quatro décadas fora da recessão de 2020; o consumo deve cair 2,5%.
- Cenário adverso: Brent médio de US$ 105 em 2027 e preços de alimentos 12% acima da projeção-base.
- O Grupo Banco Mundial disponibiliza entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões por instrumentos já existentes, incluindo US$ 25 bilhões em financiamento pré-acordado.
Em comunicado divulgado em Washington, o Banco Mundial projeta alta de 23% nos preços de commodities em 2026 e queda de 7% em 2027, no Commodity Markets Outlook de outubro. O conflito no Oriente Médio já reduziu os estoques de petróleo e deve levar a energia ao maior nível em quatro anos, enquanto a interrupção de embarques de grãos e o El Niño ameaçam as colheitas. Com os estoques esgotados, o mundo fica mais exposto a novos choques de oferta.
As projeções supõem que os conflitos não se intensifiquem de forma relevante. Num cenário adverso, com escalada no Oriente Médio, ataques a embarques no Mar Negro e um El Niño muito forte, o banco alerta que os preços de alimentos podem ficar 12% acima da base, acima do patamar de 2022, com risco de crise alimentar semelhante à do início da década de 2010.
