Alta do dólar sustenta preços do café no mercado brasileiro
A valorização da moeda americana frente ao real compensa a queda das cotações internacionais do café, mantendo os preços internos firmes.
Pontos principais
- O café arábica atingiu R$ 1.610,19 por saca de 60 kg em 27 de outubro, com alta de 2,11% no mês.
- O café robusta registrou cotação de R$ 967,97 por saca, com queda de 1,78% no acumulado de outubro.
- Contratos futuros de café na Bolsa de Nova York recuam 2,83% pressionados pelo aumento das vendas brasileiras.
- A safra 2027/28 de arábica está em fase de desenvolvimento, com o mercado atento à bienalidade baixa e riscos climáticos.
Os preços do café no mercado brasileiro mantêm-se resilientes diante da valorização do dólar frente ao real, que atua como um fator de sustentação para as cotações domésticas. Segundo dados do Cepea/Esalq, o indicador do café arábica fechou o dia 27 de outubro em R$ 1.610,19 a saca de 60 kg, acumulando alta de 2,11% no mês, enquanto o robusta foi cotado a R$ 967,97, apesar de uma retração mensal de 1,78%.
Esse cenário de firmeza interna contrasta com o comportamento do mercado internacional, onde os contratos futuros de café na Bolsa de Nova York operam em queda. O recuo nas cotações externas, que atingiu 2,83% para os contratos de dezembro de 2026, é impulsionado pelo aumento das vendas brasileiras e pela recuperação dos estoques globais. Analistas apontam que a safra 2027/28, atualmente em fase de pegamento e desenvolvimento, enfrenta um ciclo de bienalidade baixa, o que torna o mercado doméstico mais sensível a eventuais riscos climáticos nas próximas semanas.
