Preços do café recuam no mercado brasileiro após quedas em Nova York
O mercado físico de café no Brasil registra desvalorização nesta sexta-feira, pressionado pela queda dos contratos futuros na Bolsa de Nova York.
Pontos principais
- Contratos de café arábica para dezembro recuaram 1,60% na Bolsa de Nova York.
- O mercado físico brasileiro reflete a baixa externa e a volatilidade cambial.
- Condições climáticas favoráveis no Brasil sinalizam boa safra para 2027/28.
- Produtores nacionais mantêm cautela e realizam vendas apenas por necessidade.
- Estoques certificados em Nova York apresentaram oscilações recentes.
Os preços do café no mercado físico brasileiro operam em queda nesta sexta-feira, acompanhando a desvalorização dos contratos futuros na Bolsa de Nova York. O contrato de arábica para dezembro recuou 1,60%, fechando a US$ 3,0745 a libra-peso, movimento que pressionou as cotações internas em regiões produtoras como o sul de Minas Gerais, o Cerrado Mineiro e o Espírito Santo.
A pressão baixista é sustentada pelas expectativas positivas para a próxima safra brasileira, que apresenta boa florada e desenvolvimento. Além disso, a cautela dos agentes de mercado diante do cenário político interno e a variação do dólar frente ao real levam os produtores a adotar uma postura defensiva, realizando negociações apenas conforme necessidades pontuais de caixa.
Embora o mercado de commodities agrícolas apresente resultados mistos, com o açúcar registrando leve alta, o setor cafeeiro segue atento aos indicadores de oferta. A redução ou aumento dos estoques certificados na bolsa americana, somada às previsões meteorológicas que indicam chuvas em áreas produtoras, continuam sendo os principais fatores de influência para a formação de preços no curto prazo.
