Eleição em Israel enfrenta desafios com IA e suspeitas de fraude
Israel vota nesta terça-feira em um pleito em que a Comissão Central de Eleições ordenou, em julho, a retirada de um vídeo com IA de Bezalel Smotrich por, segundo a comissão, ter quase certeza de enganar o eleitor.
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27/10 às 07:01, atualizado 13:15
Pontos principais
- A eleição é considerada uma das mais importantes da história de Israel.
- A campanha foi marcada por novas alianças e debates sobre segurança.
- Em 23 de junho, Bezalel Smotrich publicou no Facebook um vídeo de 20 segundos, com trecho de entrevista real de Naftali Bennett e cenas geradas por IA.
- Nas cenas geradas por IA, Gadi Eisenkot aperta a mão de Mahmoud Abbas e Mansour Abbas se junta a eles; a comissão afirma que o encontro não ocorreu.
- Em 26 de julho, a comissão, presidida pelo juiz Noam Sohlberg, ordenou que Smotrich e o Sionismo Religioso removessem o vídeo de todas as suas contas.
- Uma legenda acrescentada depois, dizendo que o vídeo foi editado com IA, não bastou: no celular, em geral só aparece após clicar em "ver mais".
- A comissão decidiu com base na lei de 1959 sobre métodos de propaganda eleitoral, já que a nova exigência de rotulagem de IA não vale para peças publicadas antes de sua entrada em vigor.
- A comissão não viu necessidade de decidir se Naftali Bennett e Mansour Abbas também foram prejudicados.
- Funcionários do governo sugeriram riscos de manipulação nos resultados.
Israel realiza nesta terça-feira uma eleição em que a propaganda com inteligência artificial já foi alvo de decisão da Comissão Central de Eleições. Em julho, a comissão concluiu que um vídeo de campanha tinha quase certeza de enganar o eleitor e mandou tirá-lo do ar.
A decisão se restringe a esse vídeo. A comissão não tratou da fala de Naftali Bennett nele, que considerou autêntica, apenas dos trechos gerados por IA.
