OMM alerta que El Niño pode ser inédito em intensidade e atingir pico no fim de 2026
A OMM prevê que El Niño, possivelmente inédito em intensidade, atinja o pico no fim de 2026, sem projeção específica para o Brasil.
Pontos principais
- A temperatura da superfície do mar no Pacífico Tropical pode subir até 3,8 °C acima da média entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
- Leste da África: chuva acima do normal em partes da região, de outubro a dezembro, com risco de enchentes.
- África Austral: condições mais secas a partir de novembro podem afetar colheitas, água e meios de vida.
- Sudeste Asiático: calor, déficit de chuva e mais risco de incêndios e fumaça.
- Américas: mais chuva no noroeste dos EUA e no sul da parte oeste da América do Sul; mais risco de seca na América Central, no Caribe meridional e na Amazônia.
- Previsões sazonais, não de eventos individuais: a OMM diz que previsões regionais e nacionais são necessárias para definir onde e quando agir.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que o El Niño deve atingir o pico no fim de 2026 e que seus efeitos se estendem bem depois disso. A secretária-geral Celeste Saulo diz que o fenômeno está “literalmente fora dos gráficos de monitoramento” que a organização usa há quatro décadas.
A OMM não cita o Brasil nominalmente nem traz projeção específica para o país. Segundo a organização, a janela para se preparar ainda está aberta em muitas regiões, mas não ficará aberta indefinidamente, e a prioridade é levar informação científica a governos e organizações humanitárias para antecipar riscos e proteger populações vulneráveis.
