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Suprema Corte da Coreia do Sul mantém pena de CEO por incêndio fatal

CEO da Aricell cumprirá quatro anos de prisão após incêndio em fábrica de baterias que causou a morte de 23 trabalhadores em 2024.

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Foto: SCMP - Asia
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25/10 às 21:32

Pontos principais

  • Park Soon-kwan, CEO da Aricell, teve sua pena de quatro anos de prisão confirmada pela Suprema Corte.
  • O incêndio ocorreu em 2024 na unidade da empresa em Hwaseong, na Coreia do Sul.
  • O desastre resultou na morte de 23 funcionários, sendo 17 chineses, um laociano e cinco sul-coreanos.
  • A decisão judicial gerou críticas de familiares das vítimas sobre a severidade das leis trabalhistas locais.

A Suprema Corte da Coreia do Sul confirmou a sentença de quatro anos de prisão para Park Soon-kwan, CEO da fabricante de baterias Aricell. A condenação é um desdobramento do grave incêndio ocorrido em 2024 na fábrica da empresa, localizada em Hwaseong, que resultou na morte de 23 trabalhadores. Entre as vítimas, estavam 17 cidadãos chineses, um cidadão laociano e cinco sul-coreanos, tornando o incidente um dos mais letais do setor industrial recente no país.

A decisão final do tribunal gerou forte indignação entre os familiares das vítimas, que questionam a proporcionalidade da pena frente à magnitude da tragédia. Li Shun-ji, mãe de um dos trabalhadores falecidos, manifestou publicamente seu descontentamento com a severidade das leis sul-coreanas, argumentando que a sentença não reflete a gravidade das falhas de segurança que levaram ao desastre. O caso reacendeu o debate nacional sobre a responsabilidade corporativa e a proteção de trabalhadores estrangeiros em fábricas de alto risco.

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