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Gerdau registra lucro líquido ajustado de R$ 1,52 bilhão no 3º tri

A siderúrgica brasileira Gerdau teve lucro líquido ajustado de R$ 1,52 bilhão no terceiro trimestre, alta de 39,7% sobre um ano antes, com preços mais altos na América do Norte compensando custos crescentes.

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Foto: InfoMoney
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26/10 às 19:02

Pontos principais

  • Lucro líquido ajustado de R$ 1,52 bilhão no 3T26, ante R$ 1,09 bilhão no 3T25.
  • Ebitda ajustado de R$ 3,77 bilhões, alta de 37,8% na comparação anual, com margem de 20,2%, a maior desde o 2T23.
  • Receita líquida de R$ 18,7 bilhões, alta de 3,9% sobre o 3T25.
  • América do Norte respondeu por 76,4% do Ebitda ajustado consolidado, com margem de 27,7%, a maior em quatro anos.
  • Brasil: Ebitda ajustado de R$ 741 milhões, queda de 2,8% sobre o 3T25, e margem de 10,7%.
  • América do Sul: Ebitda ajustado de R$ 160 milhões, queda de 31,8% sobre o 3T25, com paradas programadas concentradas na Argentina.
  • Embarques de aço de 2,91 milhões de toneladas, recuo de 5,6% sobre o 3T25.
  • Fluxo de caixa livre de R$ 1,44 bilhão e dívida líquida de 0,58 vez o Ebitda ajustado.
  • Dividendo de R$ 0,34 por ação (R$ 667 milhões), a ser pago em 15 de dezembro de 2026.

A siderúrgica brasileira Gerdau atribui a melhora principalmente aos preços realizados mais altos na América do Norte. Segundo a companhia, os reajustes contribuíram com cerca de R$ 2,3 bilhões para a variação anual do Ebitda, valor que superou o efeito de custos maiores, menor volume e câmbio. Na região, o preço realizado por tonelada em dólares subiu 4,7% no trimestre, cerca de US$ 70, e a carteira de pedidos ficou acima de 100 dias, quase 50% acima da média histórica.

No Brasil, a companhia descreve um ambiente competitivo, com oferta elevada em alguns segmentos. As importações totais subiram 19,8% frente ao segundo trimestre, sobretudo de laminados planos, e, segundo dados do Instituto Aço Brasil, o consumo aparente de aço caiu 4,6% nos nove meses. Em Midlothian, no Texas, a ampliação de cerca de 150 mil toneladas anuais de aço bruto deve começar no fim de 2026, e a Gerdau não espera impacto material nos embarques, apesar das paradas programadas no quarto trimestre.

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