Polícia do Chipre investiga finanças de Roman Abramovich
Autoridades cipriotas apuram denúncias de que o bilionário teria ocultado ativos e evadido impostos com auxílio de consultoria.
Pontos principais
- Investigação foca em suposta falsificação de documentos para esconder iates, jatos e mansões.
- Documentos vazados apontam o desaparecimento de US$ 672 milhões de contas de Abramovich em 2006.
- A empresa de contabilidade Deloitte é citada como suposta facilitadora das irregularidades.
- Advogados do bilionário negam qualquer prática de evasão fiscal ou ocultação de patrimônio.
- Dois ex-diretores de empresas ligadas a Abramovich já foram indiciados por dívidas de IVA no país.
A polícia do Chipre iniciou uma investigação formal sobre as finanças do bilionário Roman Abramovich. O inquérito apura denúncias de que o empresário teria utilizado documentos falsificados para ocultar ativos de alto valor, como iates, jatos particulares e mansões, visando a evasão fiscal. Documentos vazados sugerem que cerca de US$ 672 milhões teriam sido movimentados de forma irregular em 2006, levantando suspeitas sobre a atuação da consultoria Deloitte no processo.
Em resposta às acusações, a defesa de Abramovich negou qualquer irregularidade, afirmando que o bilionário sempre seguiu orientações profissionais. A Deloitte Cyprus declarou que opera em conformidade com as leis vigentes e evitou comentar registros com mais de duas décadas. Paralelamente, dois ex-diretores de empresas ligadas ao bilionário já enfrentam acusações no sistema judiciário cipriota por um caso envolvendo o não pagamento de 25 milhões de euros em impostos sobre valor agregado.
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