Investigação aponta possível fraude fiscal em fortuna de Abramovich
Documentos vazados sugerem que a Deloitte teria auxiliado Roman Abramovich a ocultar ativos milionários para evitar o pagamento de impostos.
Pontos principais
- Investigação da BBC Panorama e do Bureau of Investigative Journalism indica que documentos foram retrodatados para ocultar ativos de US$ 672 milhões.
- A suposta manobra visava contornar leis de transparência no Chipre e evitar tributação sobre investimentos.
- Os ativos envolvidos incluem iates, mansões e jatos particulares do oligarca russo.
- Advogados de Abramovich negam as acusações de fraude e ocultação de patrimônio.
- A Deloitte Cyprus afirmou que opera em total conformidade com as legislações vigentes.
Uma investigação conjunta da BBC Panorama e do Bureau of Investigative Journalism revelou novos detalhes sobre como consultores da Deloitte teriam auxiliado o oligarca Roman Abramovich a ocultar seu patrimônio. Segundo as apurações, a consultoria teria participado da retrodatação de documentos para contornar leis de transparência no Chipre, permitindo que o empresário evitasse o pagamento de impostos sobre rendimentos de investimentos avaliados em US$ 672 milhões, que incluem iates, mansões e jatos particulares.
A defesa de Abramovich refutou as alegações, declarando que não existem evidências de que o empresário tenha autorizado ou dirigido qualquer falsificação documental. Em nota oficial, a Deloitte Cyprus reiterou que atua estritamente em conformidade com as leis aplicáveis. O caso amplia o escrutínio sobre as finanças do oligarca, que já é alvo de uma investigação criminal em curso na ilha de Jersey.
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