Bradesco registra lucro de R$ 7,1 bi no 3T26, mas inadimplência sobe
O Bradesco reportou lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, enquanto o CEO Marcelo Noronha destaca cautela diante da alta na inadimplência.
Pontos principais
- Lucro líquido recorrente consolidado atingiu R$ 7,109 bilhões no 3T26.
- O resultado representa um crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025.
- O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6%, alta de 0,3 ponto percentual no trimestre.
- A carteira de crédito expandida somou R$ 1,15 trilhão, com expansão anual de 11,1%.
- Despesas com provisões (PDD expandida) cresceram 24,3%, totalizando R$ 10,6 bilhões.
- O ROAE do banco foi de 16,1%, desconsiderando o aumento de capital de R$ 10 bilhões.
- Ações do banco recuaram cerca de 2% após a divulgação dos resultados financeiros.
O Bradesco encerrou o terceiro trimestre de 2026 com um lucro líquido recorrente de R$ 7,109 bilhões, um avanço de 14,6% na comparação anual. Apesar do desempenho positivo no lucro, o mercado reagiu com cautela, levando as ações da instituição a uma queda de aproximadamente 2% logo após a divulgação do balanço. O banco reportou receitas totais de R$ 38,0 bilhões e uma margem financeira de R$ 21,4 bilhões, refletindo um crescimento de 14,2% em relação ao ano anterior.
O principal ponto de atenção para analistas e investidores foi o aumento da inadimplência acima de 90 dias, que atingiu 4,6%, uma alta de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Segundo o CEO Marcelo Noronha, o banco mantém a carteira de crédito sob controle, mas observa uma pressão crescente nos custos de crédito e na inadimplência do sistema financeiro nacional. A instituição atribuiu parte dessa elevação a linhas de capital de giro para micro, pequenas e médias empresas com garantia federal, além de atrasos sazonais no Banco John Deere.
Diante de um cenário macroeconômico considerado desafiador, a gestão do Bradesco sinalizou a adoção de uma estratégia mais cautelosa na concessão de novos empréstimos. O banco informou que priorizará linhas de crédito mais seguras e buscará ampliar receitas que não dependam exclusivamente da intermediação financeira. Com um índice de cobertura que passou para 143%, a instituição reforça o foco na eficiência operacional enquanto monitora a qualidade de sua carteira de R$ 1,15 trilhão.
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